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terça-feira, novembro 17, 2020

Detonautas anuncia a saída do icônico DJ Cleston após 20 anos

Detonautas anuncia a saída do icônico DJ Cleston após 20 anos
Músico virou ícone durante o RockGol, da MTV Brasil, por suas jogadas espetaculares
Fonte: TMDQA | Por:  Felipe Ernani
 


O icônico DJ Cleston não é mais membro do Detonautas.

Em comunicado oficial, a banda afirmou que o músico está se desligando “por conta de um novo estilo de vida ligado às suas questões espirituais” que seria incompatível “com a rotina de uma banda de Rock”.

Eram 20 anos de carreira em conjunto, e Cleston também ficou muito marcado por suas participações no programa RockGol, da MTV Brasil, onde constantemente tinha desempenhos espetaculares jogando nas partidas de futebol entre músicos brasileiros e teve o bordão “Cléééééééston” eternizado.

A nota assinada por Tico Santa Cruz, Fabio Brasil e Renato Rocha ainda ressalta, “para evitar qualquer especulação”, que não há “absolutamente nenhuma questão relacionada aos posicionamentos da banda em relação a músicas, questões políticas ou sociais” e que a amizade se mantém intacta.

Vale lembrar que recentemente o Detonautas vem dominando as paradas virais do Spotify no Brasil com a polêmica “Micheque”, e Tico Santa Cruz já prometeu que novas músicas críticas ao governo Bolsonaro estarão saindo em breve. Saiba mais por aqui e leia o comunicado sobre a saída de Cleston abaixo.

Saída de Cleston do Detonautas

Por meio deste comunicado informamos que o Dj Cleston se desligou da banda Detonautas Roque Clube. 
Lamentamos profundamente essa decisão que partiu dele, mas respeitamos sua escolha e entendemos que por conta de um novo estilo de vida ligado às suas questões espirituais, como ele mesmo alegou, são incompatíveis com a rotina de uma banda de rock. 
Ressaltamos para evitar qualquer especulação, que não houve nenhum desentendimento, absolutamente nenhuma questão relacionada aos posicionamentos da banda em relação a músicas, questões políticas ou sociais. 
Nossa amizade se mantém intacta. Foram 20 anos juntos repletos de amor, afeto e carinho. 
O Detonautas não colocará ninguém em seu posto. Agradecemos o respeito e a consideração dos fãs em relação a esta questão e seguimos nossa missão. 
DJ Cleston, desejamos muita luz no seu caminho e que você possa se realizar nesse novo momento. 
Força sempre. 
Tico Santa Cruz
Fabio Brasil
Renato Rocha


sábado, julho 14, 2018

O rock nacional e opiniões polêmicas nas redes sociais

O rock nacional e opiniões polêmicas nas redes sociais
O Capital News fez uma entrevista especial com Tico Santa Cruz, que falou sobre a nova música e pontos de vista polêmicos
Por: Esthéfanie Vila Maior | Fonte: Jornal Capital News

O Capital News fez uma entrevista especial com o músico, compositor, escritor e ativista Tico Santa Cruz, que falou sobre a nova música, o papel de artistas como formadores de opinião, os pontos de vista polêmicos nas redes sociais, o impeachment da ex-presidenta Dilma e a prisão de Lula. 

Considerado um dos maiores sucessos do rock nacional, o Detonautas fez show em Mato Grosso do Sul, no último fim de semana. A banda se apresentou em Campo Grande, numa casa tradicional de sertanejo e samba, e em Jardim, na 11ª edição do Moto Show.

Na semana mundial do rock, o grupo lançou o clipe da música “Por Onde Você Anda”, gravada em parceria com o cantor Lucas Lucco.

Capital News - Vocês gravaram uma música com o Lucas Lucco e o clipe estreia nesta quarta-feira (11). Como foi a parceria para juntar o rock com o sertanejo universitário?

Tico Santa Cruz - De todos os estilos que a gente tem hoje, o rock é o que está mais isolado dos demais, que estão fazendo suas interações. Achamos que seria legal procurar um artista que rolasse uma afinidade. O Lucas é um cara que gosta de rock, ouviu Detonautas quando era mais novo e cresceu tocando rock nacional em bares. Ele se encaixou muito bem. Não fomos para dentro do universo dele cantar sertanejo. Trouxemos ele para cantar com a gente uma música do nosso disco, lançado no ano passado, e fluiu muito bem. Tenho muito respeito pelo trabalho que ele vem fazendo, independente de gostar ou não de sertanejo, de ser ou não favorável a como o mercado se comporta. Todo mundo aprendeu  nesse processo de comunhão para fazer a música 

Capital News - A cantora norte-americana Nina Simone disse uma vez que “os artistas devem refletir seu tempo”. Que música retrataria a atual situação social, política e econômica brasileira?

Tico Santa Cruz - Tem várias músicas que falam sobre isso. No reggae, por exemplo, tem “Deixa o Menino Jogar”, do Natiruts, que fala “que a saúde do povo daqui é o medo dos homens de lá; sabedoria do povo daqui é o medo dos homens de lá; a consciência do povo daqui é o medo dos homens de lá”. Em 1979, o Legião Urbana fez “Que País é Esse?”, que é atemporal e até hoje a galera canta. Também tem “Diversão”, do Titãs. O Detonautas tem várias músicas, “Ladrão de Gravata”, “Mercador das Almas”, “Quem é Você?”, que é de 2013 e fala sobre a questão vivenciada nos últimos tempos. O rap, desde os anos 80, falam sobre o assunto. Tem representantes como Emicida, Racionais, Criolo, Gabriel Pensador, uma série de artistas que são ícones dessa geração. O Brasil é rico em músicas que tratam da questão social, política e econômica. É uma maneira de acessar o público e trazer outras ideias, além de só falar de amor e coisas românticas.

Janaína Yamashita (@yamashitafotografias)
Capital News - Você é considerado um artista com pontos de vista polêmicos sobre a política e que inspira muitos jovens. Qual a importância da classe artística como formadora de opinião?

Tico Santa Cruz - Nunca enxerguei na arte só o entretenimento. Também tem como função o questionamento do mundo, da sociedade, do sistema. A gente tem que trazer consciência, de alguma forma, para que as pessoas se perguntem onde estão, o que estão fazendo, a serviço de quem e por que elas estão inseridas dentro de tudo isso que estamos vivenciando. Acho que a música pode fazer isso e o artista, se quiser, tem esse poder, porque fala pra muita gente e tem um grande alcance. Eu acho que é desperdiçar esse alcance falando só das suas intimidades, do seu dia a dia. Nós somos privilegiados e temos a função de atuar para quem não tem os mesmos privilégios. Eu faço dos meus espaços esse viés, por onde a gente pode se comunicar a respeito disso. E o Detonautas também tenta passar essa ideia através das músicas.

Capital News - Você cogitaria um cargo na política para estas ou em próximas eleições?

Tico Santa Cruz - Não. Eu acho que minha função é como artista mesmo. Eu tenho mais alcance como artista. É importante que as pessoas se coloquem à disposição, quem tem interesses realmente legítimos em representar as minorias, os negros, as mulheres, os LGBTs, os índios, e que não tem o alcance que podem ter dentro de um parlamento, seja na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Vereadores, no Congresso Nacional. A gente se coloca à disposição como artista, para poder levantar as questões e não deixar isso ficar barato como temos visto por aí. Acho que se me filiasse a algum partido e entrasse como político talvez perdesse muito do meu alcance de desenrolar e falar com pessoas, que às vezes até me criticam ou não gostam da minha posição, mas me escutam. Como político, a gente perde um pouco desse alcance e tem que atuar do lado institucional. Dentro do lado institucional eu não me enxergo ainda, não vejo essa possibilidade.

Capital News - É por esse motivo que quase não vemos músicos dentro da política? A classe tem mais força fora do meio?

Tico Santa Cruz - Não sei. Isso é uma percepção individual minha. Existem alguns artistas que foram pro campo político e que tentaram fazer alguma coisa, da forma deles, alguns com os quais eu não concordo. A sociedade tem que entender que ela é parte do sistema político. Quem está lá, está representando a gente e não saiu de marte, saiu daqui. A galera não se colocar à disposição, aí eu incluo artistas, profissionais de todas as áreas, estudantes, pessoas que tenham vontade de atuar dentro do institucional. Se cada um fizer sua parte, talvez a gente consiga mudar. Mas isso é uma coisa que ainda estamos aprendendo. Espero que possamos ter um processo democrático, que está ameaçado desde o impeachment até esse momento. Temos que cuidar muito bem da nossa democracia, para não entregar ela para qualquer um aí fazer o que quiser e destruir ainda mais o cenário que já estamos vivendo.

Janaína Yamashita (@yamashitafotografias)
Capital News -  Falando em impeachment, Dilma rainha, o resto nadinha?

Tico Santa Cruz - Não enxergo em políticos personagens que sejam salvadores, não tenho essa ilusão. A Dilma foi uma mulher injustiçada. Ela cometeu os seus equívocos como administradora, mas acho que ela não compactuou com toda essa baderna que vemos há muitos anos do Brasil. Ela se isolou porque não conseguiu diálogo com esses bandidos que estão ali até agora. Infelizmente, ela foi retirada de uma maneira que não acho que seja legítima. Por isso, considero que o que houve foi um golpe branco, um golpe parlamentar. Não dependeu do Exército nem de um outro país diretamente para conseguir ser efetivado. Mas tem a participação de interesses estrangeiros e nacionais, que são muito obscuros, e as pessoas não se ligaram. Eu respeito muito a história da Dilma. Ela tem uma trajetória muito importante dentro do Brasil de resistência, de luta pela democracia e pelas pessoas mais pobres que não tem acesso aos privilégios que muitos tem. Mas não gosto dessas conotações que colocam os políticos como se fossem reis e rainhas, heróis, salvadores da pátria. A Dilma foi fazer a função dela e, infelizmente, foi retirada. Ela ainda pode contribuir nas próximas eleições, como senadora por Minas Gerais.

Capital News -  Lula livre?

Tico Santa Cruz - Eu acho que o processo do Lula passa pelo caso da Dilma. Eu não posso afirmar categoricamente se ele é um cara inocente dentro desse sistema. Mas eu posso dizer que, dentro do que eu vi, do processo que colocou ele atrás das grades, que prendeu ele, não tem provas que são suficientes para poder prender. A questão do Lula é um movimento para poder retirá-lo da disputa eleitoral, porque todo mundo sabe que se ele entrar, ele ganha. Mas não sou um cara que vou colocar minha mão no fogo, porque sei que dentro desse sistema não tem santo. Dizer se ele é inocente ou culpado não cabe a mim. Cabe a um juiz, que seja imparcial, uma pessoa séria, o que não é o caso do juiz que está julgando neste momento. Da maneira como está sendo feito é nitidamente um movimento político, não me soa como um movimento jurídico, como deveria ser. Eu espero realmente que as pessoas entendam que eu não estou aqui para defender o Lula. Também não estou aqui para acusá-lo de algo que não vi nenhuma prova concreta para poder colocá-lo na cadeia.

'Rock está passando por um momento difícil, mas vai se recuperar', afirma Tico Santa Cruz

'Rock está passando por um momento difícil, mas vai se recuperar', afirma Tico Santa Cruz
Sertanejo e funk dominam cenário musical, aponta dados do Deezer
Por: Cris Veronez e Leandro Vieira | Fonte: F5 - Música

Foto: Bruno Poletti - 25.jun.2014/Folhapress
“O rock está passando por um momento difícil, mas vai se recuperar.” É assim que Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube, avalia o momento do rock no cenário musical atual.

Pesquisa encomendada pelo F5 ao serviço de streaming Deezer confirma a percepção do cantor: rock é o quinto canal de gênero musical mais acessado na plataforma, atrás de sertanejo, gospel, pop e samba/pagode.

Considerando os dez países com maior número de streams, o Brasil fica em 8º lugar quando se fala em rock. Canadá vem em primeiro, seguido de Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, México, França e Holanda. Depois dos brasileiros estão os colombianos e alemães. Porém, se refinarmos a busca por metal em vez de Rock, o Brasil avança para a quinta posição.

O serviço também analisou as 200 músicas mais ouvidas em 2018 e constatou que 43% delas são do gênero sertanejo e 21% de funk. O rock ficou com uma fatia de apenas 4% no ranking. Entre as cinco canções de rock mais ouvidas, há apenas uma nacional: "Tempo Perdido", do Legião Urbana.

“Tem muitas bandas legais que não conseguem espaço nas grandes mídias e atenção nas redes sociais, porque a linguagem mudou e muita gente ainda não se adaptou a essa realidade”, afirma Tico.

O artista, no entanto, continua esperançoso quanto ao protagonismo do rock. Diz acreditar que o gênero musical encontrará uma forma de voltar a ser atraente para a juventude. “Para isso acontecer, muita gente terá que entender que o rock não é e nunca foi um estilo careta e conservador, como vem se comportando atualmente. Espero que esse estalo se dê com mais rapidez, ou seremos reduzidos a menos dos 3% do mercado que possuímos hoje."

Com 21 anos de carreira ao lado dos Detonautas, Tico tem adotado uma postura mais versátil em relação a outros gêneros musicais. A banda, inclusive, resolveu dividir o microfone com Lucas Lucco recentemente. Eles lançaram o clipe "Por Onde Você Anda", canção do álbum VI (2017), do DRC, na quarta-feira (11).

A parceria pegou muitos fãs de surpresa, mas Tico garante que o feedback do público foi majoritariamente positivo. Diz também que a banda tem mais afinidades com o cantor sertanejo do que imaginava.

A quinta faixa do álbum VI, intitulada "Brother", é um exemplo da atual fase do Detonautas. A canção sugere que as pessoas podem discordar sem criar inimizade, e que essa é uma forma de fortalecer a democracia.

Com os dizeres “Deixa eu te trazer comigo / Vem ser meu amigo / Eu quero te mostrar / Esquece essa vontade louca / De apontar o dedo pra poder julgar”, a canção tem um olhar afetuoso sobre as diferenças de pensamento.

Talvez seja um reflexo do aprendizado que a banda teve nesse tempo de carreira. Tico, por exemplo, afirma que é uma pessoa menos impulsiva do que antes. O discurso político, muitas vezes em tom ácido, ainda permeia suas redes sociais e apresentações da banda, mas ele afirma ter mais cautela.

“Sou uma pessoa que se posiciona na internet, mas a minha posição particular não é a posição do Detonautas. [...] Claro que o Detonautas compartilha de algumas coisas, mas a gente nunca usa o palco como palanque para fazer discurso. Já usamos. Mas entendemos que ali não é o lugar para fazer isso. Você pode até pontuar uma coisa ou outra, mas não como antes”, afirma.

Ele também relembra um episódio ocorrido em 2005 quando fez um discurso de 15 minutos no palco. "Era uma época em que as pessoas nem estavam ligadas nessa discussão política. Sempre fomos uma banda engajada politicamente, do ponto de vista de se falar das questões sociais e políticas, mas por outro lado a gente percebeu num dado momento que por meio da própria música a gente poderia dar o toque sem sermos chatos."

O posicionamento do vocalista do Detonautas divide opiniões. A reação do público vai de um extremo a outro: há quem o venere e há quem o crucifique. Os comentários agressivos, no entanto, dificilmente são feitos cara a cara. “As pessoas confiam muito no anonimato e na impunidade ao cometer crimes de calúnia, injúria e difamação pela internet. A música ‘Brother’ é um convite a essas pessoas. Elas têm que perceber que o mundo mudou.”

quarta-feira, julho 11, 2018

Erasmo Carlos e Detonautas são algumas das atrações da Virada Cultural de São Joaquim da Barra

Erasmo Carlos o Tremendão e a Banda Detonautas são algumas das atrações da Virada Cultural de São Joaquim da Barra
Por: Redação | Fonte: Rádio ORC

Prefeito Marcelo Mian anunciou programação da I Virada Cultura de São Joaquim da Barra

O Prefeito de São Joaquim da Barra anunciou na manhã desta terça-feira, 03, a programação da I Virada Cultural de São Joaquim da Barra, que acontecerá na Avenida Orestes Quércia no dia 28 de Julho. A divulgação aconteceu também junto do Assessor Municipal de Cultura da cidade, Lucas Garcia Mingoni, do conselho de cultura, vereadores, assessores municipais e pessoas da comunidade em geral.

Entre as atrações principais estão artistas renomados como Erasmo Carlos o Tremendão e a Banda Detonautas.

Além disso, artistas locais e regionais vão se apresentar somando doze horas de muita música. A Virada Cultural só está sendo possível graças ao empenho do prefeito Marcelo Mian e do assessor de cultura do município, Lucas Garcia Mingoni. O evento vai acontecer na Avenida Orestes Quércia, no cruzamento com a rua Paraná, no centro de São Joaquim da Barra. O Assessor de Cultura disse que esse evento foi possível graças ao empenho do chefe do poder executivo. “Estou muito feliz. Pela primeira vez em São Joaquim da Barra teremos um evento dessa envergadura, que é a Vira Cultural. Isso tudo financiado com recurso do fundo municipal da cultura, que criamos ano passado o prefeito e eu. Então, a virada será no dia 28 de julho, a partir das 08 da noite e terminará às 07 da manhã do dia seguinte com toda estrutura do jeito que a população merece”, explicou Lucas Mingoni. O Prefeito Marcelo Mian disse que está muito satisfeito de inserir mais um evento cultural no calendário da cidade. “Tenho que agradecer a Deus por estar me permitindo, mesmo com a recessão que vive nosso país, poder realizar em São Joaquim da Barra a Virada. Nossa cidade está tudo em dia, não devemos fornecedores, precatórios, e nem folha de pagamento. Isso nos permite inserir esse evento muito importante no calendário cultural do município. Criamos o setor de cultura, o conselho e agora criamos o fundo municipal de cultura. Esse fundo está nos permitindo fazer esse evento. Uma parcela importante desse fundo vem da bilheteria da festa da soja. Quando a gente faz a festa de uma forma mista, três dias de portões abertos e três dias de bilheteria é isso que acontece. O que arrecadamos lá, parte disso vai propiciar a realizar a virada. Será um evento inédito, estou feliz de poder realizar isso ao lado do assessor de cultura, Lucas Mingoni, que é uma pessoa que tem feito trabalho maravilhoso no setor. Quero agradecer também ao conselho municipal de cultura. Eu acho que é um dinheiro bem investido na cidade”, encerrou o Prefeito Marcelo Mian.

Confira toda a programação da 1ª Virada Cultural de São Joaquim da Barra

Data – 28 de julho de 2018
Local – Avenida Orestes Quércia – esquina com a Rua Paraná
Horário – das 20h (sábado) às 7h(domingo)

ATRAÇÕES CONFIRMADAS
20h – Abertura com Orquestra de Viola Caipira – ETAM – Fabiano Lozano
– Erasmo Carlos (60 anos de carreira)
– Banda Detonautas (do cantor Tico Santa Cruz)
– Banda DOM 12 12 (Ribeirão Preto)
– MC – Romulin (Ribeirão Preto)

Bandas Locais
– Companhia de Rock Paulista
– Som do Planalto (tributo a Legião Urbana)
– Canaviera – (rock rural)
– KD Juízo – (pop samba)

Foto: Fabiano Santos/ Divulgação

segunda-feira, julho 09, 2018

Lucas Lucco e Detonautas lançam clipe: ‘Saindo do gueto que o rock cria em torno de si’

Lucas Lucco e Detonautas lançam clipe: ‘Saindo do gueto que o rock cria em torno de si’, diz Tico
Por: Leonardo Ribeiro em 09/07/18 | Fonte: Extra - Globo/ Tv e lazer/ Música

Antes de fazer sucesso pelo Brasil, o repertório dos shows de Lucas Lucco nos bares em Uberlândia, em Minas Gerais, era variado. Tocar Detonautas, por exemplo, era bem comum. Por isso, o convite para gravar com a banda a música “Por onde você anda?” não soa estranho para o sertanejo.

— Detonautas sempre esteve entre as minhas referências musicais. Cantar com eles foi como ter um sonho realizado — diz Lucco.

Tico Santa Cruz é só elogios ao cantor e minimiza as diferenças de estilo.

— Fluiu muito bem (a parceria), e o resultado ficou bem bacana, saindo desse gueto que o rock cria em torno de si — avalia o vocalista do Detonautas Roque Clube.

Foto: Marcel Bianchi
Será que os roqueiros “raiz” vão encarar bem essa parceria?

— Muitos têm a impressão de que o rock é o suprassumo da música. Não se mistura. E nesse momento causa um afastamento da juventude. Desde o início da banda, sempre quis tocar para todo mundo. Tenho medo do rock conservador — afirma Tico.

Aliar-se aos nomes pop da atualidade foi a forma que o Detonautas encontrou para buscar a renovação. E vem mais parcerias por aí.

— Somos uma banda que resiste. Se não acontecer a oxigenação, o rock pode tomar o destino do blues e do jazz, algo elitizado, para pouca gente, embora goste muito dos dois — diz Tico.

Sobre devolver a parceria com Lucco, cantando sertanejo, Tico desconversa e ri:

— Não sei se desempenharia tão bem como ele.

Mas Lucas aposta:

— Ia ser bem interessante.

Foto: Marcel Bianchi
O clipe

Além de dividir a canção com o Detonautas Roque Clube, Lucas Lucco também atua no clipe, fazendo par romântico com a atriz Ana Isabela Godinho. Na trama, os dois estão felizes nas redes sociais, após o término do relacionamento, mas estão tristes com a distância.

quinta-feira, maio 10, 2018

Detonautas lança música com Lucas Lucco e Tico Santa Cruz minimiza diferenças de estilo: ‘Fluiu muito’

Detonautas lança música com Lucas Lucco e Tico Santa Cruz minimiza diferenças de estilo: ‘Fluiu muito’
Fonte: Extra - Música | 10/05/18 14:11 

O rock do Detonautas se rendeu ao sertanejo de Lucas Lucco para a nova música da banda: “Por onde você anda?”. A música, lançada em 2017, ganhou uma nova roupagem para receber o cantor mineiro. Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas, minimizou as diferenças de estilo e não poupou elogios a Lucco.

Foto: Divulgação
“Foi divertida essa parceria, porque apesar de existir uma diferença enorme entre nossos estilos musicais, Lucas me contou que cantava músicas do Detonautas quando tocava na noite, antes de fazer sucesso. Ele também gostava muito de rock em geral. Então, quando ele foi colocar a voz em ‘Por onde você anda?’, já estava familiarizado com esse nosso universo e fluiu muito naturalmente a gravação dessa canção. Foi um dia de muita alegria no estúdio. Agora é descobrir como o público reage a esse som”, diz Tico Santa Cruz.

A gravação aconteceu no estúdio do Rio de Janeiro. Em seu Instagram, Lucas Lucco divulgou a canção comemorando a parceria.

“Eu e Detonautas. Eu consegui”, disse Lucco.

Foto: Divulgação/ Seven Digital

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Tico defende Pabllo Vittar após críticas de Falcão

Tico Santa Cruz defende Pabllo Vittar após críticas de Falcão
Fonte: TV e Lazer - Música/ Extra | Em: 21/12/17 11:02 com atualização em 22/12/17 10:26

A crítica do cantor Falcão, o Rei do Brega, a Pabllo Vittar repercutiu na internet. Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas*, fez um texto defendendo que a representatividade de Pabllo, que é drag queen, é o que a faz ser alvo de tantos comentários negativos.

Foto: Montagem por Extra.
“Desculpem a sinceridade e mais uma vez sairei em defesa, sim, da Pabllo Vittar. Ela não incomoda porque supostamente desafina ou 'canta mal', digo isso porque sou músico profissional e conheço vários colegas que cantam mal, desafinam e nem por isso são rechaçados por aí. O incômodo que Pabllo causa é por conta, sim, do fato de ser uma drag bem-sucedida", escreveu o músico.

O post publicado pelo cantor na internet teve mais de 32 mil curtidas e 5 mil compartilhamentos no Facebook. Tico ressaltou que o papel que a cantora assume no meio artístico brasileiro passa a ressignificar a representação de uma performista para grande parte do público.

"As pessoas estavam acostumadas a aplaudir drags fazendo playback no programa do Silvio Santos no passado. Talvez porque fossem apenas figurantes sem voz. Pabllo tem voz, representatividade, carisma, leva milhares aos seus shows. Isso incomoda. Tão pouco essa obsessão por falar mal dela está relacionada com as letras - ouve quem quer. As letras da música pop mundial se traduzidas não trazem grandes poesias e as que fazem muito sucesso nas rádios, idem", escreveu.

Cantor menciona astros gays do pop

Tico Santa Cruz também fez uma comparação com a atitude de ídolos do pop que se assumiram gays, como Cazuza e Renato Russo. O músico diz que críticas feitas na web à letra das músicas da drag queen também não têm fundamento, se forem analisadas outras composições de músicas populares.

"Desde sempre no Brasil existem artistas muito populares com letras que não têm qualquer compromisso para além do entretenimento puro e isso também nunca foi motivo de tanto incômodo. Cada vez fica mais claro que o real problema é ter que suportar uma drag ocupando os espaços importantes da mídia nacional. 'Ah, mas Cazuza, Renato Russo, Freddie Mercury também eram gays e ninguém falava mal'. Primeiro, eram gays, mas não eram drags e, segundo, falavam mal sim! Renato e Freddie demoraram muito tempo para se assumirem gays, apenas Cazuza abriu o verbo de cara".

No fim do texto, Santa Cruz ressalta a importância da representatividade da artista na mídia:

"Reconheçam, incomodados: o problema não é a voz nem a letra, o problema é a representatividade de uma parcela da população que sempre foi perseguida e pelo visto continuará sendo! Infelizmente! Sem mais".

*Anteriormente, o EXTRA havia publicado, erroneamente, que o artista era "ex-vocalista do Detonautas". A banda, no entanto, existe e tem Tico Santa Cruz como intérprete. A correção foi feita nesta terça-feira (22).

quarta-feira, dezembro 20, 2017

Tico tatua serpente na cabeça e fãs o parabenizam: ‘Que coragem!’

Antes disso vamos só lembrar que a tatuagem da serpente foi feita inicialmente em 2011! As notícias da época estão aqui e aqui.

E a tatuagem da Santa Cruz também é de 2011, como vocês podem ver aqui.

TICO SANTA CRUZ TATUA SERPENTE NA CABEÇA E FÃS O PARABENIZAM: ‘QUE CORAGEM!’
Fonte: Famosos - Extra | Em: 19/12/17 17:50 com atualização 19/12/17 18:08

Dono de um sem número de tatuagens pelo corpo, o roqueiro Tico Santa Cruz fez mais uma. Mas não uma tattoo qualquer. O músico desenhou uma serpente na cabeça. Isso mesmo!

“Mais um dia de trabalho com @palmitotattoo praticamente terminamos a serpente no topo do crânio. Próxima sessão será na nuca para fechar então a cabeça toda! Tá animal!”, escreveu ele em seu perfil no Instagram para compartilhar a obra.

Os fãs de Tico parecem ter gostado do resultado, ainda que a tatuagem não esteja toda pronta, e enalteceram a ousadia: “Que coragem!”, “Daqui uns dias o Tico posta foto tatuando os olhos...”, “Deve doer muito, mas tá ficando Show “, “Nossa perfeito,”, “Nossa deve doer na cabeça”.

Tico Santa Cruz e a serpente na cabeça Foto: Reprodução Instagram
Tico Santa Cruz e a serpente na cabeça Foto: Reprodução Instagram

sexta-feira, dezembro 08, 2017

“Hoje quem escuta Nirvana também escuta Pabllo Vittar”, diz Tico Santa Cruz

“Hoje quem escuta Nirvana também escuta Pabllo Vittar”, diz Tico Santa Cruz
Fonte: RD1 | Por: Redação | Em 8 de dezembro de 2017 09:15

Preparando-se para estrear a turnê do disco “VI”, lançado em outubro, Tico Santa Cruz e a trupe do “Detonautas” pedem mais versatilidade do rock. Em entrevista ao jornal “Extra”, Tico disse que o “discurso do rock está careta, conservador e chato”.

“Afasta a juventude, que está vivendo uma outra etapa. Hoje o moleque que escuta Nirvana também escuta Pabllo Vittar. O rock precisa se inserir de alguma forma. Se acha maior que os outros estilos, e, quando você se coloca como superior, essa arrogância acaba afastando as pessoas”, falou.

Sobre o novo disco, ele explicou que tem uma guitarra mais tímida justamente por conta desse processo que o rock atravessa.

“Pensamos em retomar esse diálogo das baladas românticas. Até porque as guitarras não estão conseguindo muito espaço na mídia”, afirmou.

Foto: Fabiano Santos

Detonautas estreia turnê, e Tico Santa Cruz critica: ‘O discurso do rock está chato’

Detonautas estreia turnê, e Tico Santa Cruz critica: ‘O discurso do rock está chato’
Por: Arthur Leal em 08/12/17 | Fonte: Extra - Globo/ TV e lazer/ Música

Foto: Fabiano Santos
O Detonautas Roque Clube estreia amanhã, no Imperator, no Méier, a turnê do disco “VI”, lançado em outubro, que marca os 20 anos da banda. À frente do grupo, Tico Santa Cruz fala sobre o novo álbum, que traz uma guitarra mais tímida, talvez um sinal de como o rock tem precisado se reinventar para seguir tocando por aí.

— Pensamos em retomar esse diálogo das baladas românticas. Até porque as guitarras não estão conseguindo muito espaço na mídia — diz Santa Cruz, acrescentando: — Fizemos um disco mais leve. Por isso escolhemos uma pluma para a capa. Procuramos criar uma atmosfera mais tranquila e melódica.

Sobre o gênero que toca há décadas, o detonauta detona:

— O discurso do rock está careta, conservador e chato! Afasta a juventude, que está vivendo uma outra etapa. Hoje o moleque que escuta Nirvana também escuta Pabllo Vittar. O rock precisa se inserir de alguma forma. Se acha maior que os outros estilos, e, quando você se coloca como superior, essa arrogância acaba afastando as pessoas. É preciso olhar para os outros gêneros com mais respeito e tentar entender por que eles funcionam.

Paralelamente à banda, Santa Cruz faz sua estreia na literatura infantil. Ele acaba de lançar “O elefante e a borboleta”, especialmente para a criançada:

— É um livro especial. Sempre li muitos livros infantis para meus dois filhos (Lucas e Bárbara). Então, agora, é a oportunidade de oferecer, tanto para eles quanto para outras crianças, uma literatura leve, uma mensagem bonita de amor que não vê as diferenças.

O roqueiro, de 40 anos, que já escreveu livros de poesia, romance policial e contos eróticos, prefere esperar para decidir se continua no gênero infantil:

— Foi ótimo escrever esse livro. Vamos ver como se desenvolve, aí pensarei em outros.

segunda-feira, novembro 27, 2017

Em clima de leveza

Em clima de leveza
Por: Vinícius Castelli em 27/11/2017 | 07:00  | Fonte: Diário do Grande ABC

Quem está esperando por um disco pesado e agressivo do Detonautas, que neste ano celebra duas décadas de estrada, está enganado. A banda não foi pelo caminho óbvio, ainda mais quando o País vive em polvorosa seus tempos políticos, e apresenta em VI (R$ 24,90, em média), seu novo álbum e sexto da carreira, dez canções reflexivas, bem arranjadas, com clima leve e distantes da fúria.

“Nós optamos por subverter essa lógica (de um disco nervoso) e buscamos um estado de espírito que pudesse nos conduzir para universo musical mais afetuoso, harmônico, para dar um contrapeso a todo esse massacre de notícias ruins as quais estamos sendo bombardeados todos os dias”, diz o cantor e compositor Tico Santa Cruz ao Diário.

O disco, resultado de seis intensos meses de trabalho e feito de forma independente, começa com a balada ao piano Nossos Segredos, que pede paz, carinho e espaço para troca de experiências. Dá a sensação de sentimento de alguém que cansou de brigar. Segundo Tico, em momentos de histeria coletiva ninguém ouve ninguém. “As pessoas estão muito nervosas, irritadas, agressivas e indignadas, com razão. Mas não podemos nos levar por esses sentimentos puramente sem considerar que para sairmos do caos é preciso também respirar e encontrar formas mais eficientes de dialogar que não apenas essas discussões inúteis de redes sociais, que por sinal, viraram antros de gente com discursos de ódio e intolerância! Não vamos embarcar nisso! Nossa proposta é lutar sim, mas com sabedoria e ternura”, diz.

Fato é que VI é boa surpresa e sim, sai da zona de conforto do Detonautas, apesar de a banda já ter trabalhado sonoridades mais brandas em 2007, com Retorno de Saturno e também com o acústico de 2010. Prova da mudança no cancioneiro é o bolero Você Vai Lembrar de Mim. Impossível não querer arrastar os pés para lá e para cá. Outro destaque é Aqui na Terra, ilustrada por coro infantil. O álbum mistura gerações e conta com parceria e participação de Leoni em Dias Assim e de Hyldon em Na sombra de Uma Árvore.

Tico conta que os temas simplesmente surgiram. “Nasceram no violão, são canções, com letras que falam de saudade, de amor, de existencialismo”, diz. Mas assuntos como política e sociedade não ficam de fora e estão representados em Brother, que serve como alerta para manipulação. “A arte não serve apenas ao entretenimento. A ela cabe também o questionamento, o enfrentamento, a reflexão e até o desconforto! Sem isso não é arte é apenas consumo comercial”, diz Tico.

Foto: Fabiano Santos

terça-feira, outubro 31, 2017

Detonautas libera novo álbum “VI” nas plataformas de streaming

Detonautas libera novo álbum “VI” nas plataformas de streaming
Por: Stephanie Hora | Fonte: Nação da Música - 27/10/2017

Nesta sexta-feira (27), o Detonautas liberou o sucessor de “A Saga Continua”, lançado em 2014, nas plataformas de streaming.

Intitulado “VI”, este contêm 10 faixas, inclusive as já divulgadas “Nossos Segredos”, “Dias Assim”, em parceria com Leoni, e as músicas “Nada Vai Me Derrubar” e “Canção do Amigo”.

Em entrevista concedida à Nação da Música, Tico Santa Cruz comentou sobre a possível “morte” do rock: “E a meu ver, o rock ainda vem se tornando um estilo cada vez mais conservador, elitista e com uma visão bem ultrapassada das demais manifestações que estão presentes na cultura brasileira ou que o joga num gueto ainda menor. Morrer não morre nunca, mas está respirando por aparelhos! O que não quer dizer que não possa se levantar a qualquer momento, se situar e voltar a dialogar com a massa de jovens sedentos por novidades.”

“VI” pode ser ouvido no Spotify, Deezer, Apple Music e Google Play.

segunda-feira, setembro 04, 2017

Entrevista Detonautas: Tico fala sobre a nova fase, o rock brasileiro e a representatividade de Pabllo Vittar

Entrevista DRC: Tico fala sobre a nova fase, o rock brasileiro e a representatividade de Pabllo Vittar
Conversamos com a banda Detonautas durante sua passagem por cidade da região metropolitana de São Paulo
Por: É Tudo Cultura | Fonte: Midiorama | Atualizado em: 01/09/2017 às 12h53

Detonautas é uma das bandas que marcou a vida de milhares de pessoas. Suas músicas na voz de Tico Santa Cruz encheram diversas casas do país com o rock que também toca através das letras. E é com toda essa história que a banda segue sua carreira se preparando, agora, para lançar um novo álbum nos próximos meses.

Tivemos a oportunidade de conhecer os integrantes na passagem deles pela cidade de Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, e conversamos com o vocalista sobre as novas músicas, o cenário do rock atual e mais. Confira abaixo a entrevista completa.



E.T.C.: Vocês liberaram a música ‘Nossos segredos’ e cantaram algumas outras hoje no show. Como estão sentindo a receptividade do público e já tem uma data para outros lançamentos?
Tico: A próxima música sai no dia 1º de setembro, que é uma parceria com o Leoni chamada “Dias assim”. Em outubro a gente deve começar a lançar em bloco. Ainda estamos pensando na estratégia porque o digital é diferente do que era antigamente, do disco que vinha tudo de uma vez só. A gente tem estudado métodos para poder fazer com que a galera se interesse pelo conteúdo e não disperse no meio do lançamento porque hoje em dia tem muita coisa acontecendo. São 30, 60 lançamentos por dia no Brasil, é difícil de conectar. Estamos tentando criar um vínculo, sentindo os shows e tudo. A própria música que a gente lançou na semana passada bateu 120 mil reproduções. Número que para gente é muito considerável contando que não temos tanto espaço e o rock não está tanto em evidencia hoje em dia.

E.T.C.: Pegando o gancho do rock não estar em evidência. Você acha que as novas bandas que estão misturando ritmos dentro do gênero podem dar uma virada no cenário?
Tico: Muitas pessoas têm o sonho de viver do rock, né? E hoje no Brasil ele representa um percentual muito pequeno no mercado fonográfico, então precisa de muita disposição para estar nessa luta. Qualquer mistura que traga novidade, qualquer banda que consiga de alguma maneira passar essa rebentação que a gente está tentando quebrar para fazer o rock circular na nova geração, é bem vinda. A gente precisa disso! As bandas que estão já há muitos anos precisam que venham os novos para poder oxigenar a cena, então depende muito de como a galera vai abordar. Eu espero que eles consigam encontrar um caminho para espalhar para grande massa. O rock não pode ficar só para o gueto, ele tem que ir para todo mundo. Não só nos nichos, temos que tocar para a massa! Esse é o meu pensamento.

E.T.C.: Você acha que a mídia tem um papel na caída do rock no mainstream?
Tico: Não acho não, a mídia explora algo que já está dando resultado. Ela só vai ali explorar e amplificar algo que já tem um expressão. O rock teve fases nos 80, nos anos 90, anos 2000 a gente entrou, depois teve a fase entre 2010 e agora que deu um hiato gigante de não ter nada na massa, na mídia. Óbvio que no underground tem milhões de bandas acontecendo, mas eu acho que para o underground oxigenar e a galera conseguir sobreviver de música, tem que ter referências em cima para galera conseguir conectar. É cíclico, né? Espero que o rock volte a dialogar com a massa.

O momento agora é da galera do rap que está dialogando bem com a juventude. Acho que temos que aprender com eles, ver como eles estão conversando com as pessoas e de alguma forma seguir por esse caminho no rock. A gente precisa renovar.

E.T.C.: Você tem um posicionamento político e social bem forte nas redes sociais, você acha que isso impacta na banda de alguma forma? Seja nas letras ou na forma como o público enxerga o Detonautas?
Tico: Eu gostaria de acreditar que não. Se a gente vivesse num país em que as pessoas respeitam a opinião das outras… mas, infelizmente, hoje a realidade em que vivemos é muito diferente. Não tem o cinza, só o preto e branco, não tem diálogo entre as pessoas, então o que estamos tentando fazer é criar essa área de diálogo. Chegar para o fã que não concorda comigo e falar que o Detonautas não é o Tico Santa Cruz, são seis pessoas cada um com a sua postura e a gente convive bem com as nossas diferenças, a gente se resolve bem. Tem que entender que uma coisa não está ligada à outra. O fato de eu ser vocalista não significa que eu sou o cara que representa a ideia da banda. A banda tem sua própria identidade, sua própria vida, suas próprias mensagens através da música, seu próprio posicionamento. Aqui temos coisas que a gente concorda e outras que não concordamos. Agora, óbvio que isso reflete na banda. Nossa tentativa é de ter essa reconciliação com nossos fãs e falar que somos artistas e que queremos a mesma coisa que eles, um Brasil melhor, que as coisas funcionem.

E.T.C.: Se o Detonautas de hoje pudesse dar um conselho para o Detonautas de 20 anos atrás, qual seria?⁠⁠⁠⁠
Tico: Eu não daria nenhum conselho, o Detonautas viveu tudo que tinha que viver. A gente não se arrepende de nada que a gente fez. Aprendemos muito com os nossos erros também. Tivemos excessos, tivemos posicionamentos que poderiam ter sido evitados, mas talvez a gente não tivesse aprendido tanto, não tivesse a consciência e a maturidade que a gente tem. Então, não dá para você desconstruir sua vida olhando para o passado e falando “Porra, não faz isso, não faz aquilo”. Não! Olhando para o futuro podemos pensar em não repetir esses erros, mas para o passado foram essas coisas que nos tornaram quem somos. Eu não mudaria nada. Sou muito feliz pelo o que a gente é.

E.T.C.: Você publicou recentemente sobre o Pabllo Vittar no Facebook, gostaríamos de saber se você escuta e quais outras músicas diferentes do rock você vem ouvindo também?
Tico: Eu tenho uma filha de 9 anos então eu já tenho uma influência de uma menina que está conectada com tudo que está rolando de música que tem a velocidade da garotada de hoje. Tenho um filho de dezesseis anos que escuta rock, zoeira de internet, funk… então eu estou ligado de alguma forma com essas pessoas que estão produzindo e atuando na música. A Pabllo eu acho que ela tem uma importância, e nisso não estou falando das músicas propriamente – conheço as faixas, escutei o álbum, tem coisas que eu gosto, tem outras que já não rola para mim – mas eu tenho nela uma referência de alguém que consegue representar uma minoria, o que é importantíssimo para a juventude, para abrir diálogo no assunto. Ter alguém como expoente respeitado que possa falar, se expressar. É nesse aspecto que eu acho que ela tem essa função. Tanto é que ela é o Pabllo e a Pabllo. Ela mexe com todas as questões que a gente tem que debater para poder lidar melhor com isso. E não só ela! Liniker, Johnny Hooker que tem um posicionamento claro com relação a gênero. Nós precisamos debater esse assunto e essas pessoas são fundamentais para fazer esse diálogo.

Por Parceiro ZOOM

Detonautas lança inédita “Dias Assim”, com participação de Leoni

Detonautas lança inédita “Dias Assim”, com participação de Leoni
Por: Daniel Bianchi Sakimoto | Fonte: Nação da Música

Na manhã desta sexta-feira (01), o Detonautas Roque Clube lançou a canção “Dias Assim”, através das plataformas digitais.

A música foi gravada em participação com o cantor Leoni, e fará parte do novo disco da banda, “VI”, que está marcado para ser liberado em outubro de 2017. Em entrevista para a Nação da Música, Tico Santa Cruz falou sobre o novo trabalho dos caras: “É um álbum muito bonito. Com músicas que tocam a alma das pessoas. Com mensagens de amor, saudade, superação, liberdade, reconciliação. (…) Contamos com participações de artistas importantes como o Leoni na Faixa ‘Dias assim’, Regis Leal em ‘Nossos segredos’ e Fabrício Iorio em ‘Você Vai Lembrar De Mim’ e ‘Na Sombra de uma Arvore’, música de Hyldon que regravamos.” Leia na íntegra.

Além de “Dias Assim” – que também está disponível no Deezer, Google Play, iTunes e Apple Music, – eles já divulgaram as faixas “Melhor Plantar O BEM” e “Nossos Segredos”. Confira:

segunda-feira, agosto 21, 2017

Tico Santa Cruz faz textão para Pabllo Vittar e trocam elogios

Tico Santa Cruz faz textão para Pabllo Vittar e trocam elogios
Vocalista do Detonautas e ativista nas redes sociais destacou a drag como 'representante da diversidade'
Fonte: JC | Por: JC Online| Publicado em 21/08/2017, às 19h31

Fotos: Divulgação
O vocalista do Detonautas Roque Clube, Tico Santa Cruz, uma pessoa bem militante e presente nas redes sociais, fez uma postagem em sua página do Facebook, neste domingo (20), elogiando a cantora Pabllo Vittar.

"Pabllo Vittar é sem duvida nenhuma o que de mais extraordinário vem acontecendo no pop brasileiro. Não importa se você gosta ou não de sua música!", elogiou o músico.

Tico falou da relevância de Pabllo enquanto drag queen em termos de "representatividade da diversidade", refletindo sua importância para o combate de uma crescente onda de conservadorismo.

"Pabllo vem e abala todas as estruturas. Mexe com o imaginários de homens e mulheres", avalia o artista. "Deve deixar os super héteros desavisados confusos em seus impulsos internos, pois Pabllo é sedutora, ousada, instigante! Um vendaval de sensações!", continuou.

Além de mais de receber mais de 40 mil curtidas e 2,5 mil compartilhamentos, a própria Pabllo Vittar respondeu à postagem de Tico Santa Cruz. "Por isso sempre fui seu fã", comentou a drag. O músico voltou a elogiar a cantora: "Você merece tudo de bom que está acontecendo na sua vida! Muito sucesso! To aqui na torcida! Uma hora a gente se encontra na estrada! Beijos", escreveu.

CONFIRA POSTAGEM DE TICO PARA PABLLO:



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quinta-feira, agosto 10, 2017

Detonautas regrava Hyldon e se junta com Leoni no sexto álbum

Grupo Detonautas regrava Hyldon e se junta com Leoni no sexto álbum
Por: Mauro Ferreira | Fonte: Música - G1 | Em: Quarta-feira, 09/08/2017, às 11:18


Balada lançada pelo soulman Hyldon no antológico primeiro álbum álbum do cantor, compositor e músico baiano, Na rua, na chuva, na fazenda... (1975), Na sombra de uma árvore se abriga sob o filtro roqueiro do grupo carioca Detonautas Roque Clube. Na sombra de uma árvore é a única regravação do sexto álbum de estúdio da banda formada em 1997 na cidade do Rio de Janeiro (RJ).Aos 20 anos de vida, o grupo apresenta nove músicas inéditas entre as 10 faixas do álbum independente intitulado VI e programado para ser lançado em outubro com distribuição digital da ONErpm. O primeiro single do álbum – Nossos segredos, música que tem letra de Tico Santa Cruz e melodia criada pelos músicos do Detonautas com a adesão de Régis Leal – vai ser lançado na próxima sexta-feira, 11 de agosto.

Aos 20 anos de vida, o grupo apresenta nove músicas inéditas entre as 10 faixas do álbum independente intitulado VI e programado para ser lançado em outubro com distribuição digital da ONErpm. O primeiro single do álbum – Nossos segredos, música que tem letra de Tico Santa Cruz e melodia criada pelos músicos do Detonautas com a adesão de Régis Leal – vai ser lançado na próxima sexta-feira, 11 de agosto.

Outra música inédita do repertório autoral, Dias assim, foi gravada com a participação do cantor e compositor carioca Leoni. O último álbum de estúdio do Detonautas, A saga continua (2014), foi lançado há três anos com 18 músicas distribuídas em dois CDs.

(Créditos das imagens: Detonautas Roque Clube em foto de divulgação de Fabiano Santos. Capa do single Nossos segredos)

sexta-feira, julho 14, 2017

DRC é atração do Rock City Arapiraca

Agende-se: 22 de julho é dia de rock em Arapiraca
Fonte: Cada Minuto| Por: Clau Soares

Foto: Fabiano Santos/ Divulgação
Em uma iniciativa ousada, os empresários Mário Filho e Arlisson Acácio, o Touro,  realizam a primeira edição do Rock City Arapiraca, no dia 22 de julho, na Ilha do Pirá. A banda Detonautas é a atração nacional do evento que também traz três ícones da cena musical em Alagoas: L100, Cachorro Urubu e Gato Negro.

Com a venda de ingressos em alta, o Rock City Arapiraca vai receber um público de diversas cidades de Alagoas e também de estados vizinhos. "Pessoas de Sergipe, da Bahia, têm entrado em contato e organizado caravanas para comparecerem. Estamos muito empolgados com essa adesão", destaca Touro.

Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 80 (camarote) e R$ 50 (setor único), na loja Fórum, localizada no Arapiraca Garden Shopping, e no site www.reidobatevolta.com.br.

Touro destaca que a iniciativa surge para ficar na agenda anual da região. "Nossa proposta é tornar o Rock City Arapiraca um evento permanente", afirmou.

Atrações

Detonautas Roque Clube

Detonautas Roque Clube, ou apenas Detonautas, é uma banda brasileira de rock, formada em 1997, no Rio de Janeiro, e reconhecida nacional e internacionalmente. Com apresentação diversificada, a banda tem um repertório que agrada a diferentes gerações de amantes do rock. Detonautas esteve em Arapiraca, em outubro de 2013 e arrastou uma multidão, cerca de 50 mil pessoas, da cidade e ainda de regiões vizinhas. Quem esteve lá, com certeza, vai querer ver Detonautas novamente.

(...)

sábado, junho 24, 2017

Tico defende Fábio Assunção: 'É mais fácil atacar do que acolher'

Tico Santa Cruz defende Fábio Assunção: 'É mais fácil atacar do que acolher'
O músico se solidarizou com Fábio: 'Não farei juízo de valores. Ninguém está livre de passar por algo desse tipo'
Fonte: JC | Por: JC Online | Publicado em 24/06/2017, às 15h27

O ator global Fábio Assunção foi preso neste sábado (24) de São João, em Arcoverde, Sertão de Pernambuco, por desacato. Em meio à piadas e solidariedade ao ator nas redes sociais, o músico Tico Santa Cruz fez um depoimento em defesa de Fábio.

"Em nossos encontros trocamos por diversas vezes impressões e considerações sobre a questão das drogas. Sobre o quanto Fábio foi corajoso em expor sua doença publicamente e enfrentar as consequências dessa exposição. Sim, dependência química é uma doença e dessa forma deve ser tratada. E ela não está relacionada apenas com drogas ilícitas, como muitas pessoas possam acreditar. Está altamente associada ao ÁLCOOL", escreveu Tico em sua página no Facebook.

Tico Santa Cruz reforçou o sentimento de empatia e solidariedade. "Em tempos onde tudo é filmado, fotografado, exposto nas redes sociais, e os juízes da vida alheia, empodeirados (sic) por suas convicções moralistas, começam a atirar para todos os lados opiniões e julgamentos, sem sequer saber o que se passou exatamente, deixo aqui meu abrigo. Não farei juízo de valores. Ninguém está livre de passar por algo desse tipo. Esse é um relato de solidariedade. Lamento que tenha acontecido e aos demais envolvidos. Mas acima de tudo, ressalto que esse homem tem um coração gigante."

Leia depoimento completo:

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quarta-feira, junho 14, 2017

Festival em Ceilândia traz DRC e outras atrações

Festival em Ceilândia traz Detonautas, Mato Seco e outras atrações

Em edição comemorativa de cinco anos, e com o tema a “Arte das ruas”, o Festival Elemento em Movimento lança oficialmente seu Line UP.

Os shows e as tradicionais intervenções artísticas ocorrem na Praça do Trabalhador dias 12 e 13 de agosto, ocupando culturalmente a Ceilândia. Bandas como Detonautas, Mato Seco, Rincon Sapiência, Síntese, GOG, Das Quebradas e Inquérito dão peso à programação.

A música do DF está muito bem representada por grupos locais como: Thabata Lorena, Pé de Cerrado, Digahow, Markão Aborígene, Vei Oeste, DJ Donna e Janna, e muitos mais.

As intervenções artística terão como tema as brincadeiras de rua e a arte circense. Assim como as tradicionais apresentações de cultura urbana: skate, basquete de rua, BMX, slackline e graffite. Essa edição também terá um espaço dedicado às crianças, onde vão acontecer brincadeiras e apresentações com palhaços, malabares e outros artistas que celebram a cultura de rua.

A grande novidade é o “Diálogos” Elemento em Movimento – seminário de três dias que será realizado na Casa do Cantador de 09 a 11 de agosto. Logo, o festival passa a contar com programação de cinco dias que vai de 09 a 13 de agosto, tendo preocupação em promover o evento e refletir sobre seus significados e impactos durante esses cinco anos.

O projeto, que é realizado pela Rede Urbana de Ações Socioculturais (R.U.A.S) e o Programa Jovem de Expressão — com apresentação do Ministério da Cultura e do Instituto Caixa Seguradora.

PROGRAMAÇÃO 12 DE AGOSTO
PALCO ELEMENTO EM MOVIMENTO
17h - Proceder da Fé (DF)
17h30 - Quilombo Estereótipo (DF)
18h - Diga How (DF) / Markão Aborígine (DF) / Vei Oeste (DF) 
19h30h - Dialeto Sound Crew (DF)
20h20 - Rafuagi (RS)
21h15 - Bella Dona (DF)
22h30 - GOG (DF)
23h30h - Síntese (SP)
00h30 - Inquérito (SP)

TENDA EM MOVIMENTO
14h - DJ Pedro França
15h - MC Drama
15h30 - Billy
16h - Batalha de MC'S
18h - DJ Diafreeka
19h - DJS: RCD / Tydoz / PH Jay / Soulto / Beetles/ Dog Daia
23h - Parque Sonoro

PROGRAMAÇÃO 13 DE AGOSTO
PALCO ELEMENTO EM MOVIMENTO
17h - Layla Moreno (DF)
17h30 - Cléo Street (DF)
18h - Thabata Lorena (DF)
19h - Pé de Cerrado (DF)
20h - Detonautas (RJ)
21h - Rincon Sapiência (SP)
23h30 - Mato Seco (SP)

TENDA EM MOVIMENTO
14h - Anime Rock
16h30 - Batalha de Break
18h30 - Revel
19h00 - Quadrilha Intelectual
19h30 - Baile Charme 
21h - Das Quebradas
22h - DJS Donna e Janna