E o Detonautas é o mais novo integrante do line-up do "Caruaru Rock Festival".
A banda fluminense foi uma das mais pedidas nos últimos dias, e a escolha foi natural, assim como os gaúchos do Nenhum de Nós, os Detonautas quase não tem a oportunidade de se apresentar nos palcos nordestinos.
Prepare-se, no dia 31 de outubro, o palco da Palladium vai ficar pequeno para nossas atrações, pois Biquini Cavadão, Nenhum de Nós, Detonautas e Urbana Legion vão fazer a sua noite ser particular, ímpar e inesquecível.
A banda Detonautas Roque Clube fará o show de encerramento da 10ª edição do encontro de bandas "Rock dos Metalúrgicos", que acontece dia 30 de agosto, no Parque das Águas, em Sorocaba.
O evento terá início às 13h30 e conta ainda com a apresentação de outras cinco bandas de rock, todas com pelo menos um integrante metalúrgico. O show do Detonautas está previsto para às 20h e o encerramento será às 22h. O Parque das Águas fica na avenida Dom Aguirre, no Jardim Abaeté.
Organizada pelo coletivo da Juventude Metalúrgica, a atividade é gratuita e aberta ao público em geral. Promovido pelo SMetal, o encontro tem como objetivo oferecer lazer, cultura e entretenimento para os trabalhadores e apaixonados por música.
As cinco bandas que subirão ao palco para levar o melhor do rock and roll são: Black Shadow (Metso); Kataros (Flextronics); Inteligência Acidental (Toyota); Downed (Dental Morelli) e Efeito Moral (ZF do Brasil).
DETONAUTAS
• Detonautas Roque Clube é uma banda de rock, formada em 1997, no Rio de Janeiro. O grupo tem como integrantes atuais: Tico Santa Cruz (vocal), Cléston (DJ e percussão), Renato Rocha (guitarra), Fábio Brasil (bateria), Philippe (guitarra e vocal de apoio). "Outro Lugar", "Quando O Sol Se For" e "Olhos Certos" são alguns dos sucessos da banda.
SAIBA MAIS
• O encontro de bandas do SMetal é realizado há 10 anos em comemoração ao Dia Mundial do Rock, celebrado dia 13 de julho.
A turma de Tico Santa Cruz garante: "Futebol está muito relacionado com política, em todos os aspectos"
O Detonautas Roque Clube é uma das bandas do rock nacional mais marcantes dos anos 2000. Formada por Tico Santa Cruz, Renato Rocha, Fábio Brasil, DJ Cleston, Phil e André Macca, o grupo também é conhecido por suas críticas políticas e sociais, tanto na música - como ficou claro no último CD "A Saga Continua" -, quanto fora dela.
As palavras fortes do Detonautas não param por aí. Quando o assunto é futebol, os músicos soltam o verbo, seja para analisar o esporte no país ou descrever suas paixões.
No “mapa musical”, basta clicar no ponto correspondente à cidade escolhida e fazer login no serviço para ser direcionado a uma listagem com as músicas preferidas dos ouvintes do local. Detonautas aparece na cidade de Manaus com as músicas "Você me faz tão bem", "Ela é demais" e "Olhos certos".
Para acessar o Musical Map e conferir o que está no top de sua cidade é só clicar aqui.
Letra: Claudio Paradise e Tico Santa Cruz
Música: Claudio Paradise e Detonautas Roque Clube
Gravado no Mobilia Space/RJ por Lisciel Franco.
Produzida por Detonautas Roque Clube.
Mixada por Lisciel Franco e masterizada por Steve Corrao, Sage Audio - Nashville/TN.
Galeria C&A Centro | Loja Central dos Eventos
Boulevard Shopping | Quiosque Central dos Eventos
Shopping Pampulha Via Brasil | Loja Central dos Eventos
Via Shopping Barreiro | Quiosque Central dos Eventos
Big Shopping Contagem | Quiosque Central dos Eventos
Metropolitan Betim | Loja Central dos Eventos
Savassi | Loja Central dos Eventos (Rua Fernandes Tourinho 470, Loja 16)
Informações adicionais:
No Local sujeito a disponibilidade e preço.
Esgotando o lote o preço dos ingressos serão alterados automaticamente, independente da data pré-estabelecida. A compra de ingressos em nossos pontos de venda está sujeita à Taxa de Conveniência.
O Lucas foi conferir o show do Detonautas Roque Clube junto com a Far From Alaska em Belo Horizonte em mais um episódio do ROCK TALK BRASIL. O vídeo saiu na Whiplash.net.
Clicando aqui, você encontra o que o Lucas disse sobre o dia em questão.
Desde Sempre Prontos Para Detonar – Entrevista Renato Rocha (Detonautas Roque Clube)
A internet não ajudou apenas a divulgar o trabalho de bandas e artistas do meio musical, mas contribuiu também diretamente para a formação de novos grupos. É o caso do Detonautas Roque Clube, criado em uma sala de bate-papo online em 1997. Hypado no início da carreira, o conjunto viu suas composições tornarem-se hits nas FMs do Brasil e seus videoclipes serem exibidos freneticamente na MTV para, em seguida, ser deixado de lado pela mídia. Até aí tudo bem, já que esse é o ciclo do show business. O golpe mesmo ocorreu em 2006, quando o guitarrista Rodrigo Netto foi morto em uma tentativa de assalto. Mesmo abalado, o sexteto carioca não abandou a carreira. E, hoje, tem orgulho ao olhar para trás e perceber o legado que construiu.
Demorou bastante até eu conseguir ir pela primeira vez em um show do Detonautas. Não por falta de vontade – virei fã da banda em 2011, depois de escutar, meio por acaso, o segundo álbum deles, “Roque Marciano” de cabo a rabo. Chegou a rolar uma oportunidade no Festival GO Music Rock em 2013, em Goiânia, mas a péssima organização do evento deixou uma má impressão.
O Detonautas Roque Clube é o tipo de banda que, como muitas, acaba se destacando na mídia com hits que nem sempre representam bem o conjunto da obra. Músicas como “Outro Lugar” ou “Quando o Sol se For” (que não são, nem de longe, minhas favoritas – mas que, compreendo, terão sempre seu lugar cativo no coração de Tico Santa Cruz e companhia) formaram a primeira impressão a ouvintes do Brasil todo que, até hoje, insistem em classificá-los como banda de revolta/amor adolescente – sem parar para ouvir pérolas como “No Escuro o Sangue Escorre”, “Sabemos Fingir” e “Conversando com o Espelho”.
Ingressos:
Área Vip (somente acesso a bar exclusivo, não é open bar) R$60,00
Pista 1º lote R$ 35,00
Pista 2º lote R$ 40,00
Meia-entrada 2º lote R$20,00
Venda de ingressos:
BEBI FÁCIL;
BISCOITERIA AVENIDA
CERVEJA. COM
PALLADARES
BEBI + 15 HORAS
ESPAÇO AVENIDA
WF MAGAZINE
Saíram várias notícias sobre a participação do Tico na Salipi, aqui na página uma delas do site O Olho e no final, links para as outras e um trecho em vídeo.
Tico Santa Cruz fala sobre legalização de drogas e redução da maioridade no PI
Bate-papo aconteceu durante a 13ª edição do Salão do Livro do Piauí. Cantor debateu com participante da plateia e chegou a abraça-la depois
São 19h15, estamos no espaço “Cine Teatro” da Universidade Federal do Piauí (UFPI) para participar de um bate-papo com o cantor, compositor, blogueiro e escritor Luis Guilherme Brunetta Fontenelle de Araújo. Não ligou o nome à figura? É porque ele é mais conhecido como Tico Santa Cruz. Conhecido pelo sucesso na banda de rock Detonautas, onde é vocalista, Tico não esteve no Piauí para cantar, e sim para falar dos seus livros (sem deixar, claro, de passear por temas polêmicos, que ele debate com propriedade como um dos principais interlocutores da juventude brasileira, especialmente nas redes sociais).
O cantor e escritor participou na noite de terça-feira (09/06) da 13ª edição do Salão do Livro do Piaui (Salipi). Famoso por suas letras e polêmicas, ele causou euforia entre o público, em sua maioria, de jovens e adolescentes de 16 a 20 anos, na sala com aproximadamente 400 pessoas.
Neto de piauiense, Tico Santa Cruz, logo no início, fala do prazer em voltar à cidade natal de seu avô. “Tenho participado de várias feiras literárias pelo Brasil e fico feliz em voltar ao Piauí. Tenho família em Teresina. Já estive aqui para fazer música e agora voltar para falar sobre literatura é muito bom”, inicia o bate papo que durou pouco mais de duas horas.
O professor Wellington Soares foi o responsável pela mediação do bate-papo. Durante a conversa, Tico Santa Cruz falou sobre o seu lado acadêmico, interesses políticos, literários e inspirações na música. Embora não tenha concluído um curso superior, o músico prestou vestibular para Cinema, Artes Cênicas, Comunicação Social, e chegou a cursar alguns deles.
“Tinha interesse em ser jornalista da área de ciências políticas. E achei que fazendo comunicação poderia me inserir no mercado e fazer, mas o Detonautas já existia e acabei não concluindo o curso porque me dediquei exclusivamente à banda”, relembra.
Em sua carreira, Tico conta que tem como inspiração musical Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo.
“NÃO SOU SÓ MÚSICO”
Durante o bate-papo, o cantor falou que a ideia de produzir literatura surgiu entre 2003 e 2004. “Nós, músicos, temos uma vida muito solitária. Ficamos rodeados de pessoas, mas a maior parte do tempo que temos é de solidão. E quando eu descobri essa ferramenta da internet, o blog, decidi começar a escrever nele e aproveitar meu tempo. Muitos chegam a me perguntar porque não escrevo sobre música já que sou músico. Mas, eu não sou só um músico”, relata.
Clube da Insônia
As pessoas que acompanhavam as crônicas, poesias e história de Tico Santa Cruz em seu blog, com o passar do tempo, quiseram ter o material publicado em uma plataforma física. Para isso, o cantor procurou uma editora e fez seu primeiro livro utilizando o material que já tinha escrito.
“Os contos, poesias, crônicos que eu tinha publicado no meu blog já dava para produzir uns dez ‘Clube da Insônia’, mas fizemos uma seleção através da internet e colocamos as melhores na primeira edição”, relembra.
Logo nos primeiros meses, o livro vendeu mais de três mil copias. Para a época, segundo o compositor, um grande número. “Brasileiro lê pouco. Temos pouco o hábito da leitura. E para vender nos primeiros meses essa quantidade de exemplares, para uma editora independente, foi um bom começo.”
Tesão
Sua segunda obra fala sobre poesias eróticas. “É um gênero que eu gosto de me expressar e de ler. E em ‘Tesão’ há uma mistura de relatos, coisas que vive, fantasias, histórias que não se concretizaram, desejos. Eu acho que o ‘Tesão’ veio em um momento em que o público estava voltado para isso. Por conta do livro ‘Cinquenta Tons de Cinza’”.
Pólvora
Pólvora é o terceiro livro de Tico. Trata-se de um romance policial. Inicialmente, a obra foi publicada em um blog para que a equipe do cantor tivesse acesso à quantidade de leitores. E logo nos primeiros meses, o livro teve um alcance de 300 mil pessoas.
“Depois do resultado, tentei publicar ele por duas grandes editoras do Brasil, mas elas não quiseram. Acharam pesado o conteúdo. Quando eu consegui publicar foi uma vitória para mim. Foi muito complicado de escrever. Tem questões políticas, temas que são tabus na sociedade como o sexo e a droga. E no final ainda deixo um precedente para que eu possa dar continuidade a um segundo volume”, conta.
E fugindo um pouco da literatura, o mediador do bate-papo questionou o músico com uma frase que Tico havia dito há meses: “Em vez de ir pra rua pedir impeachment, a gente deveria ir pra pedir reforma política”.
“VOCÊ ACHA QUE A REFORMA POLÍTICA VAI ACONTECER, MESMO?”
“Se for conduzida por Eduardo Cunha espero que não. Estamos observando que assim como outras pessoas, o Eduardo Cunha esta aproveitando esse ódio ao PT para fazer uma mobilização de massa muito fácil. Politica no Brasil é como torcida de futebol, se você não está de um lado é porque você é do outro time. E enquanto ainda tivermos essa ideia de tratar política como uma torcida de futebol na nossa cabeça. Vai ficar complicada a reforma política”, opina o músico.
Impeachment
Sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), Tico Santa Cruz alerta para que os brasileiros fiquem atentos. Segundo ele, é importante saber o que é, a quem interessa e quem está por trás desse tipo de movimento.
“O Brasil acha que vive numa monarquia. Tipo, se tirar o presidente está resolvido o problema. Se fosse fácil assim, estava mole. Eu acho isso uma burrice. Essas pessoas pensam de uma maneira limitada. Quando falamos de reforma política falamos da participação da população quanto a isso. Não adianta só votar e esquecer que é cidadão e tem responsabilidade com tudo que acontece no país. Nesse momento o impeachment é uma perca de tempo”, declara.
Redução da Maioridade Penal
Com o grande número de infrações que vêm sido cometidas por adolescentes, o Brasil hoje vive um projeto de lei que visa à redução da maioridade penal de 18 anos para 16. Contra, declarado, Tico Santa Cruz afirma que o projeto não é uma boa ideia. Segundo ele, o erro seria misturar adolescentes com presidiários adultos. Isso só iria prejudicar ainda mais a vida do menor de idade, de acordo com o cantor.
Durante seu discurso, Tico foi interrompido por uma mulher sentada nas primeiras cadeiras da plateia. “Não precisa ele ser preso, Tico. A internet está ai. Eles têm acesso a tudo”, interrompe. “A criança de hoje não é mais a mesma. São adolescentes menores infratores”.
No entanto, o músico rebate a opinião da mulher dizendo que não se resolveria o problema apenas misturando os menores infratores com os adultos. “Você acha que ele ser tratado como um adulto e ser preso e conviver como um de maior irá ajuda-lo? A pena máxima que ele pode pegar é de 10 anos, quando ele sair você acha que ele terá mudado? Não! O pais precisa investir é em reeducação. Para que esses adolescentes possam ser reinseridos na sociedade e não misturá-los a outros infratores”, afirma.
Tico acredita que o menor será aliciado dentro da cadeia e com isso ele terá que trabalhar com as gangues a troco da própria vida e sobrevivência dentro do presídio.
Contudo, a mulher alega que os infratores menores de idade deveriam ser responsabilizados por seus atos. Segundo ela, não é justo um menor matar outra pessoa e passar três anos sendo “educado” para socializar novamente na sociedade.
Tico Santa Cruz, embora seja contra a redução da maioridade penal, disse que não concorda com a posição da mulher, mas respeita a opinião dela.
Para provar que não se trata de uma questão pessoal, Tico pediu para dar uma abraço na mulher com quem ele debateu (Foto: Nataniel Lima/ O Olho)
Legalização das drogas
Durante o bate-papo, o músico foi questionado sobre a legalização a maconha. Tico diz que é completamente a favor da legalização das drogas e não só da maconha. “Porque o dinheiro dos impostos que recolheríamos poderia ser investido em informação, conhecimento, educação e em maneiras que pudéssemos respaldar os jovens. Para que eles pudessem ter acesso à informação e tivesse conhecimento a ponto de escolha. E assim removeríamos 60% da população carcerária do país que são crimes voltados ao tráfico de drogas”, informa.
Por volta das 21h, o bate-papo com o cantor foi encerrado e aberto para perguntas da plateia, o que durou pouco mais de 30 minutos. E, finalizando sua participação na 13ª edição do Salão do Livro do Piauí, Tico Santa Cruz deixou um recado para os que participaram da conversa: “Não esperem as coisas acontecerem. Façam acontecer.”