sábado, julho 14, 2018

O rock nacional e opiniões polêmicas nas redes sociais

O rock nacional e opiniões polêmicas nas redes sociais
O Capital News fez uma entrevista especial com Tico Santa Cruz, que falou sobre a nova música e pontos de vista polêmicos
Por: Esthéfanie Vila Maior | Fonte: Jornal Capital News

O Capital News fez uma entrevista especial com o músico, compositor, escritor e ativista Tico Santa Cruz, que falou sobre a nova música, o papel de artistas como formadores de opinião, os pontos de vista polêmicos nas redes sociais, o impeachment da ex-presidenta Dilma e a prisão de Lula. 

Considerado um dos maiores sucessos do rock nacional, o Detonautas fez show em Mato Grosso do Sul, no último fim de semana. A banda se apresentou em Campo Grande, numa casa tradicional de sertanejo e samba, e em Jardim, na 11ª edição do Moto Show.

Na semana mundial do rock, o grupo lançou o clipe da música “Por Onde Você Anda”, gravada em parceria com o cantor Lucas Lucco.

Capital News - Vocês gravaram uma música com o Lucas Lucco e o clipe estreia nesta quarta-feira (11). Como foi a parceria para juntar o rock com o sertanejo universitário?

Tico Santa Cruz - De todos os estilos que a gente tem hoje, o rock é o que está mais isolado dos demais, que estão fazendo suas interações. Achamos que seria legal procurar um artista que rolasse uma afinidade. O Lucas é um cara que gosta de rock, ouviu Detonautas quando era mais novo e cresceu tocando rock nacional em bares. Ele se encaixou muito bem. Não fomos para dentro do universo dele cantar sertanejo. Trouxemos ele para cantar com a gente uma música do nosso disco, lançado no ano passado, e fluiu muito bem. Tenho muito respeito pelo trabalho que ele vem fazendo, independente de gostar ou não de sertanejo, de ser ou não favorável a como o mercado se comporta. Todo mundo aprendeu  nesse processo de comunhão para fazer a música 

Capital News - A cantora norte-americana Nina Simone disse uma vez que “os artistas devem refletir seu tempo”. Que música retrataria a atual situação social, política e econômica brasileira?

Tico Santa Cruz - Tem várias músicas que falam sobre isso. No reggae, por exemplo, tem “Deixa o Menino Jogar”, do Natiruts, que fala “que a saúde do povo daqui é o medo dos homens de lá; sabedoria do povo daqui é o medo dos homens de lá; a consciência do povo daqui é o medo dos homens de lá”. Em 1979, o Legião Urbana fez “Que País é Esse?”, que é atemporal e até hoje a galera canta. Também tem “Diversão”, do Titãs. O Detonautas tem várias músicas, “Ladrão de Gravata”, “Mercador das Almas”, “Quem é Você?”, que é de 2013 e fala sobre a questão vivenciada nos últimos tempos. O rap, desde os anos 80, falam sobre o assunto. Tem representantes como Emicida, Racionais, Criolo, Gabriel Pensador, uma série de artistas que são ícones dessa geração. O Brasil é rico em músicas que tratam da questão social, política e econômica. É uma maneira de acessar o público e trazer outras ideias, além de só falar de amor e coisas românticas.

Janaína Yamashita (@yamashitafotografias)
Capital News - Você é considerado um artista com pontos de vista polêmicos sobre a política e que inspira muitos jovens. Qual a importância da classe artística como formadora de opinião?

Tico Santa Cruz - Nunca enxerguei na arte só o entretenimento. Também tem como função o questionamento do mundo, da sociedade, do sistema. A gente tem que trazer consciência, de alguma forma, para que as pessoas se perguntem onde estão, o que estão fazendo, a serviço de quem e por que elas estão inseridas dentro de tudo isso que estamos vivenciando. Acho que a música pode fazer isso e o artista, se quiser, tem esse poder, porque fala pra muita gente e tem um grande alcance. Eu acho que é desperdiçar esse alcance falando só das suas intimidades, do seu dia a dia. Nós somos privilegiados e temos a função de atuar para quem não tem os mesmos privilégios. Eu faço dos meus espaços esse viés, por onde a gente pode se comunicar a respeito disso. E o Detonautas também tenta passar essa ideia através das músicas.

Capital News - Você cogitaria um cargo na política para estas ou em próximas eleições?

Tico Santa Cruz - Não. Eu acho que minha função é como artista mesmo. Eu tenho mais alcance como artista. É importante que as pessoas se coloquem à disposição, quem tem interesses realmente legítimos em representar as minorias, os negros, as mulheres, os LGBTs, os índios, e que não tem o alcance que podem ter dentro de um parlamento, seja na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Vereadores, no Congresso Nacional. A gente se coloca à disposição como artista, para poder levantar as questões e não deixar isso ficar barato como temos visto por aí. Acho que se me filiasse a algum partido e entrasse como político talvez perdesse muito do meu alcance de desenrolar e falar com pessoas, que às vezes até me criticam ou não gostam da minha posição, mas me escutam. Como político, a gente perde um pouco desse alcance e tem que atuar do lado institucional. Dentro do lado institucional eu não me enxergo ainda, não vejo essa possibilidade.

Capital News - É por esse motivo que quase não vemos músicos dentro da política? A classe tem mais força fora do meio?

Tico Santa Cruz - Não sei. Isso é uma percepção individual minha. Existem alguns artistas que foram pro campo político e que tentaram fazer alguma coisa, da forma deles, alguns com os quais eu não concordo. A sociedade tem que entender que ela é parte do sistema político. Quem está lá, está representando a gente e não saiu de marte, saiu daqui. A galera não se colocar à disposição, aí eu incluo artistas, profissionais de todas as áreas, estudantes, pessoas que tenham vontade de atuar dentro do institucional. Se cada um fizer sua parte, talvez a gente consiga mudar. Mas isso é uma coisa que ainda estamos aprendendo. Espero que possamos ter um processo democrático, que está ameaçado desde o impeachment até esse momento. Temos que cuidar muito bem da nossa democracia, para não entregar ela para qualquer um aí fazer o que quiser e destruir ainda mais o cenário que já estamos vivendo.

Janaína Yamashita (@yamashitafotografias)
Capital News -  Falando em impeachment, Dilma rainha, o resto nadinha?

Tico Santa Cruz - Não enxergo em políticos personagens que sejam salvadores, não tenho essa ilusão. A Dilma foi uma mulher injustiçada. Ela cometeu os seus equívocos como administradora, mas acho que ela não compactuou com toda essa baderna que vemos há muitos anos do Brasil. Ela se isolou porque não conseguiu diálogo com esses bandidos que estão ali até agora. Infelizmente, ela foi retirada de uma maneira que não acho que seja legítima. Por isso, considero que o que houve foi um golpe branco, um golpe parlamentar. Não dependeu do Exército nem de um outro país diretamente para conseguir ser efetivado. Mas tem a participação de interesses estrangeiros e nacionais, que são muito obscuros, e as pessoas não se ligaram. Eu respeito muito a história da Dilma. Ela tem uma trajetória muito importante dentro do Brasil de resistência, de luta pela democracia e pelas pessoas mais pobres que não tem acesso aos privilégios que muitos tem. Mas não gosto dessas conotações que colocam os políticos como se fossem reis e rainhas, heróis, salvadores da pátria. A Dilma foi fazer a função dela e, infelizmente, foi retirada. Ela ainda pode contribuir nas próximas eleições, como senadora por Minas Gerais.

Capital News -  Lula livre?

Tico Santa Cruz - Eu acho que o processo do Lula passa pelo caso da Dilma. Eu não posso afirmar categoricamente se ele é um cara inocente dentro desse sistema. Mas eu posso dizer que, dentro do que eu vi, do processo que colocou ele atrás das grades, que prendeu ele, não tem provas que são suficientes para poder prender. A questão do Lula é um movimento para poder retirá-lo da disputa eleitoral, porque todo mundo sabe que se ele entrar, ele ganha. Mas não sou um cara que vou colocar minha mão no fogo, porque sei que dentro desse sistema não tem santo. Dizer se ele é inocente ou culpado não cabe a mim. Cabe a um juiz, que seja imparcial, uma pessoa séria, o que não é o caso do juiz que está julgando neste momento. Da maneira como está sendo feito é nitidamente um movimento político, não me soa como um movimento jurídico, como deveria ser. Eu espero realmente que as pessoas entendam que eu não estou aqui para defender o Lula. Também não estou aqui para acusá-lo de algo que não vi nenhuma prova concreta para poder colocá-lo na cadeia.

'Rock está passando por um momento difícil, mas vai se recuperar', afirma Tico Santa Cruz

'Rock está passando por um momento difícil, mas vai se recuperar', afirma Tico Santa Cruz
Sertanejo e funk dominam cenário musical, aponta dados do Deezer
Por: Cris Veronez e Leandro Vieira | Fonte: F5 - Música

Foto: Bruno Poletti - 25.jun.2014/Folhapress
“O rock está passando por um momento difícil, mas vai se recuperar.” É assim que Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube, avalia o momento do rock no cenário musical atual.

Pesquisa encomendada pelo F5 ao serviço de streaming Deezer confirma a percepção do cantor: rock é o quinto canal de gênero musical mais acessado na plataforma, atrás de sertanejo, gospel, pop e samba/pagode.

Considerando os dez países com maior número de streams, o Brasil fica em 8º lugar quando se fala em rock. Canadá vem em primeiro, seguido de Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, México, França e Holanda. Depois dos brasileiros estão os colombianos e alemães. Porém, se refinarmos a busca por metal em vez de Rock, o Brasil avança para a quinta posição.

O serviço também analisou as 200 músicas mais ouvidas em 2018 e constatou que 43% delas são do gênero sertanejo e 21% de funk. O rock ficou com uma fatia de apenas 4% no ranking. Entre as cinco canções de rock mais ouvidas, há apenas uma nacional: "Tempo Perdido", do Legião Urbana.

“Tem muitas bandas legais que não conseguem espaço nas grandes mídias e atenção nas redes sociais, porque a linguagem mudou e muita gente ainda não se adaptou a essa realidade”, afirma Tico.

O artista, no entanto, continua esperançoso quanto ao protagonismo do rock. Diz acreditar que o gênero musical encontrará uma forma de voltar a ser atraente para a juventude. “Para isso acontecer, muita gente terá que entender que o rock não é e nunca foi um estilo careta e conservador, como vem se comportando atualmente. Espero que esse estalo se dê com mais rapidez, ou seremos reduzidos a menos dos 3% do mercado que possuímos hoje."

Com 21 anos de carreira ao lado dos Detonautas, Tico tem adotado uma postura mais versátil em relação a outros gêneros musicais. A banda, inclusive, resolveu dividir o microfone com Lucas Lucco recentemente. Eles lançaram o clipe "Por Onde Você Anda", canção do álbum VI (2017), do DRC, na quarta-feira (11).

A parceria pegou muitos fãs de surpresa, mas Tico garante que o feedback do público foi majoritariamente positivo. Diz também que a banda tem mais afinidades com o cantor sertanejo do que imaginava.

A quinta faixa do álbum VI, intitulada "Brother", é um exemplo da atual fase do Detonautas. A canção sugere que as pessoas podem discordar sem criar inimizade, e que essa é uma forma de fortalecer a democracia.

Com os dizeres “Deixa eu te trazer comigo / Vem ser meu amigo / Eu quero te mostrar / Esquece essa vontade louca / De apontar o dedo pra poder julgar”, a canção tem um olhar afetuoso sobre as diferenças de pensamento.

Talvez seja um reflexo do aprendizado que a banda teve nesse tempo de carreira. Tico, por exemplo, afirma que é uma pessoa menos impulsiva do que antes. O discurso político, muitas vezes em tom ácido, ainda permeia suas redes sociais e apresentações da banda, mas ele afirma ter mais cautela.

“Sou uma pessoa que se posiciona na internet, mas a minha posição particular não é a posição do Detonautas. [...] Claro que o Detonautas compartilha de algumas coisas, mas a gente nunca usa o palco como palanque para fazer discurso. Já usamos. Mas entendemos que ali não é o lugar para fazer isso. Você pode até pontuar uma coisa ou outra, mas não como antes”, afirma.

Ele também relembra um episódio ocorrido em 2005 quando fez um discurso de 15 minutos no palco. "Era uma época em que as pessoas nem estavam ligadas nessa discussão política. Sempre fomos uma banda engajada politicamente, do ponto de vista de se falar das questões sociais e políticas, mas por outro lado a gente percebeu num dado momento que por meio da própria música a gente poderia dar o toque sem sermos chatos."

O posicionamento do vocalista do Detonautas divide opiniões. A reação do público vai de um extremo a outro: há quem o venere e há quem o crucifique. Os comentários agressivos, no entanto, dificilmente são feitos cara a cara. “As pessoas confiam muito no anonimato e na impunidade ao cometer crimes de calúnia, injúria e difamação pela internet. A música ‘Brother’ é um convite a essas pessoas. Elas têm que perceber que o mundo mudou.”

quarta-feira, julho 11, 2018

Erasmo Carlos e Detonautas são algumas das atrações da Virada Cultural de São Joaquim da Barra

Erasmo Carlos o Tremendão e a Banda Detonautas são algumas das atrações da Virada Cultural de São Joaquim da Barra
Por: Redação | Fonte: Rádio ORC

Prefeito Marcelo Mian anunciou programação da I Virada Cultura de São Joaquim da Barra

O Prefeito de São Joaquim da Barra anunciou na manhã desta terça-feira, 03, a programação da I Virada Cultural de São Joaquim da Barra, que acontecerá na Avenida Orestes Quércia no dia 28 de Julho. A divulgação aconteceu também junto do Assessor Municipal de Cultura da cidade, Lucas Garcia Mingoni, do conselho de cultura, vereadores, assessores municipais e pessoas da comunidade em geral.

Entre as atrações principais estão artistas renomados como Erasmo Carlos o Tremendão e a Banda Detonautas.

Além disso, artistas locais e regionais vão se apresentar somando doze horas de muita música. A Virada Cultural só está sendo possível graças ao empenho do prefeito Marcelo Mian e do assessor de cultura do município, Lucas Garcia Mingoni. O evento vai acontecer na Avenida Orestes Quércia, no cruzamento com a rua Paraná, no centro de São Joaquim da Barra. O Assessor de Cultura disse que esse evento foi possível graças ao empenho do chefe do poder executivo. “Estou muito feliz. Pela primeira vez em São Joaquim da Barra teremos um evento dessa envergadura, que é a Vira Cultural. Isso tudo financiado com recurso do fundo municipal da cultura, que criamos ano passado o prefeito e eu. Então, a virada será no dia 28 de julho, a partir das 08 da noite e terminará às 07 da manhã do dia seguinte com toda estrutura do jeito que a população merece”, explicou Lucas Mingoni. O Prefeito Marcelo Mian disse que está muito satisfeito de inserir mais um evento cultural no calendário da cidade. “Tenho que agradecer a Deus por estar me permitindo, mesmo com a recessão que vive nosso país, poder realizar em São Joaquim da Barra a Virada. Nossa cidade está tudo em dia, não devemos fornecedores, precatórios, e nem folha de pagamento. Isso nos permite inserir esse evento muito importante no calendário cultural do município. Criamos o setor de cultura, o conselho e agora criamos o fundo municipal de cultura. Esse fundo está nos permitindo fazer esse evento. Uma parcela importante desse fundo vem da bilheteria da festa da soja. Quando a gente faz a festa de uma forma mista, três dias de portões abertos e três dias de bilheteria é isso que acontece. O que arrecadamos lá, parte disso vai propiciar a realizar a virada. Será um evento inédito, estou feliz de poder realizar isso ao lado do assessor de cultura, Lucas Mingoni, que é uma pessoa que tem feito trabalho maravilhoso no setor. Quero agradecer também ao conselho municipal de cultura. Eu acho que é um dinheiro bem investido na cidade”, encerrou o Prefeito Marcelo Mian.

Confira toda a programação da 1ª Virada Cultural de São Joaquim da Barra

Data – 28 de julho de 2018
Local – Avenida Orestes Quércia – esquina com a Rua Paraná
Horário – das 20h (sábado) às 7h(domingo)

ATRAÇÕES CONFIRMADAS
20h – Abertura com Orquestra de Viola Caipira – ETAM – Fabiano Lozano
– Erasmo Carlos (60 anos de carreira)
– Banda Detonautas (do cantor Tico Santa Cruz)
– Banda DOM 12 12 (Ribeirão Preto)
– MC – Romulin (Ribeirão Preto)

Bandas Locais
– Companhia de Rock Paulista
– Som do Planalto (tributo a Legião Urbana)
– Canaviera – (rock rural)
– KD Juízo – (pop samba)

Foto: Fabiano Santos/ Divulgação

terça-feira, julho 10, 2018

Banda Bates traz Tico Santa Cruz a Manaus para tributo ao rock brasileiro

Foto: André Barbosa/ Divulgação
Banda Bates traz Tico Santa Cruz a Manaus para tributo ao rock brasileiro
Por: Juan Gabriel em 04/07/2018 às 14:48 - Atualizado em 05/07/2018 às 10:02 | Fonte: A Critica

Espetáculo faz parte do projeto "Bates Convida" e trará ao palco do Teatro Amazonas o vocalista da banda Detonautas Roque Clube para um resgate de clássicos do rock brasileiro dos anos 70 aos anos 2000

O rock brasileiro transgrediu o senso comum, moldou costumes, gírias e fomentou uma cena que atravessa gerações, embalando diferentes histórias na vida de muita gente. Com tanto peso, fazer um resgate histórico que atravessa décadas, indo do som de Raul Seixas às guitarras praianas de Charlie Brown Jr, é o principal objetivo do show “Viva o Rock”, um espetáculo ao vivo realizado pela banda Bates e que tomará conta do Teatro Amazonas na sexta-feira (13), quando se comemora o Dia Mundial do Rock.

A empreitada faz parte do projeto “Bates Convida”, que busca trazer esporadicamente a Manaus artistas de renome do cenário do rock brasileiro e terá no dia 13 a sua segunda edição. Para ajudar os amazonenses a fazer esse passeio por diferentes fases do estilo, o grupo contará com a participação do cantor e compositor Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas Roque Clube.

O Tico tem uma expressão muito forte. Ele em si prega muito o rock e incentiva as pessoas a movimentar o cenário, é um cara que está sempre instigando as pessoas a fazer isso acontecer e o movimento que ele fez com o Detonautas desde o início da banda foi algo de grande relevância pro cenário nacional. É o líder de uma banda que acumula muitos prêmios e marcou a adolescência de muita gente”, diz Diego Cavalcante, guitarrista da Bates.

Com um repertório guardado a sete chaves, Diego adianta apenas que a apresentação contará com sucessos desde os anos 70 até os anos 2000. A apresentação, com previsão de 1h30 de duração, contará também com a participação do músico Binho Rocha, guitarrista que já trabalhou ao lado de grandes nomes nacionais como Tihuana, Raimundos e o do próprio Tico. 

Responsabilidade

Para o músico amazonense, apostar em um trabalho dessa magnitude é muito mais que apenas fazer um show de rock. Diego destaca que o projeto exige uma responsabilidade enorme por botar em cheque a competência dos músicos amazonenses em geral frente a artistas já consagrados. 

Olha, é muito importante pra gente e mais que isso, a gente sente o peso da responsabilidade porque além de estar trazendo um artista nacional para o Amazonas, a gente está representando o Amazonas para um artista nacional. Toda a parte técnica, artística, é tudo feito só pela banda e a gente quer mostrar que as bandas daqui também podem fazer um trabalho muito bom em nível nacional”, destaca o guitarrista. 

Fomentando o rock

A exemplo da primeira edição do projeto, ocorrida em março deste ano com a presença do músico Marcão Britto, ex-integrante do Charlie Brown Jr, a banda busca fomentar cada vez mais a vinda de grandes artistas do segmento para a cidade. Para Diego, atualmente Manaus encara uma baixa frequência de shows de rock expressivos.

A iniciativa do projeto é trazer uma frequência de shows com artistas nacionais para o público do rock. Hoje em dia a cidade de Manaus não recebe mais tantas atrações do cenário rock, então a gente busca trazer isso com qualidade”, finaliza o músico.

segunda-feira, julho 09, 2018

Lucas Lucco e Detonautas lançam clipe: ‘Saindo do gueto que o rock cria em torno de si’

Lucas Lucco e Detonautas lançam clipe: ‘Saindo do gueto que o rock cria em torno de si’, diz Tico
Por: Leonardo Ribeiro em 09/07/18 | Fonte: Extra - Globo/ Tv e lazer/ Música

Antes de fazer sucesso pelo Brasil, o repertório dos shows de Lucas Lucco nos bares em Uberlândia, em Minas Gerais, era variado. Tocar Detonautas, por exemplo, era bem comum. Por isso, o convite para gravar com a banda a música “Por onde você anda?” não soa estranho para o sertanejo.

— Detonautas sempre esteve entre as minhas referências musicais. Cantar com eles foi como ter um sonho realizado — diz Lucco.

Tico Santa Cruz é só elogios ao cantor e minimiza as diferenças de estilo.

— Fluiu muito bem (a parceria), e o resultado ficou bem bacana, saindo desse gueto que o rock cria em torno de si — avalia o vocalista do Detonautas Roque Clube.

Foto: Marcel Bianchi
Será que os roqueiros “raiz” vão encarar bem essa parceria?

— Muitos têm a impressão de que o rock é o suprassumo da música. Não se mistura. E nesse momento causa um afastamento da juventude. Desde o início da banda, sempre quis tocar para todo mundo. Tenho medo do rock conservador — afirma Tico.

Aliar-se aos nomes pop da atualidade foi a forma que o Detonautas encontrou para buscar a renovação. E vem mais parcerias por aí.

— Somos uma banda que resiste. Se não acontecer a oxigenação, o rock pode tomar o destino do blues e do jazz, algo elitizado, para pouca gente, embora goste muito dos dois — diz Tico.

Sobre devolver a parceria com Lucco, cantando sertanejo, Tico desconversa e ri:

— Não sei se desempenharia tão bem como ele.

Mas Lucas aposta:

— Ia ser bem interessante.

Foto: Marcel Bianchi
O clipe

Além de dividir a canção com o Detonautas Roque Clube, Lucas Lucco também atua no clipe, fazendo par romântico com a atriz Ana Isabela Godinho. Na trama, os dois estão felizes nas redes sociais, após o término do relacionamento, mas estão tristes com a distância.

quinta-feira, maio 10, 2018

Detonautas lança música com Lucas Lucco e Tico Santa Cruz minimiza diferenças de estilo: ‘Fluiu muito’

Detonautas lança música com Lucas Lucco e Tico Santa Cruz minimiza diferenças de estilo: ‘Fluiu muito’
Fonte: Extra - Música | 10/05/18 14:11 

O rock do Detonautas se rendeu ao sertanejo de Lucas Lucco para a nova música da banda: “Por onde você anda?”. A música, lançada em 2017, ganhou uma nova roupagem para receber o cantor mineiro. Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas, minimizou as diferenças de estilo e não poupou elogios a Lucco.

Foto: Divulgação
“Foi divertida essa parceria, porque apesar de existir uma diferença enorme entre nossos estilos musicais, Lucas me contou que cantava músicas do Detonautas quando tocava na noite, antes de fazer sucesso. Ele também gostava muito de rock em geral. Então, quando ele foi colocar a voz em ‘Por onde você anda?’, já estava familiarizado com esse nosso universo e fluiu muito naturalmente a gravação dessa canção. Foi um dia de muita alegria no estúdio. Agora é descobrir como o público reage a esse som”, diz Tico Santa Cruz.

A gravação aconteceu no estúdio do Rio de Janeiro. Em seu Instagram, Lucas Lucco divulgou a canção comemorando a parceria.

“Eu e Detonautas. Eu consegui”, disse Lucco.

Foto: Divulgação/ Seven Digital

terça-feira, fevereiro 27, 2018

Triplo Rock: Em tempos de baixa no rock DRC brilha na música brasileira

Triplo Rock: Em tempos de baixa no rock DRC brilha na música brasileira
Por: Aline Garcez Dutra em 27 de fevereiro de 2018 | Fonte: Rádio 93FM

Detonautas é uma das bandas de rock nacional mais populares e queridas do Brasil. Sendo referência para cantores do mesmo gênero.

Com muito talento, empenho e dedicação, Tico Santa Cruz, Renato Rocha, Philippe, André Macca Agrizi, Fábio Brasil e Cléston, formam uma das bandas de rock mais prestigiadas do momento.

A banda teve seu início no ano de 1997, no Rio de Janeiro e tornou-se imensamente popular no início dos anos 2000. Veja um trecho da entrevista que o cantor Tico Santa Cruz, concedeu ao site O Povo sobre o início da banda Detonautas.

“Considerando que quando começamos a banda não sabíamos tocar nenhum instrumento. Com exceção do Fábio Brasil, que entrou depois de 2000 e do Cléston, que era Dj do Gabriel o Pensador, nós evoluímos do nada para o Palco Mundo do Rock in Rio. Isso seria fácil se nós fizéssemos parte de algum esquema de gravadora ou de empresários, mas relevando o fato de que somos uma banda independente e que ao longo destes 17 anos de banda sempre mantivemos nossos princípios e o desejo de fazermos apenas o que acreditávamos – mesmo quando não gostávamos de determinadas questões – entendo que o Detonautas é uma banda que evoluiu muito e continua evoluindo ao que se propõe fazer.”

Inegavelmente a banda Detonautas é uma referência nacional, e seu legado ficará marcado para sempre na história do nosso país. Diferentemente de outras bandas do mesmo gênero, os Detonautas seguem a mesma linha desde o inicio do grupo. Não sendo influenciados pelo que está na moda e aperfeiçoando constantemente seu trabalho a fim de conquistar cada vez mais o público.

Detonautas
Ainda durante a entrevista ao site O Povo Tico Santa Cruz falou sobre as mudanças sofridas no rock ao longo dos anos. Tem muitas bandas bacanas sem espaço, lutando pelos corredores da internet, pelos bares, pelos lugares onde conseguem fazer show.

"O Rock não está na TV e nem no Rádio, mas com o Programa SuperStar – nos revelou duas boas bandas para o segmento. Tanto a Malta quanto o Suricato são artistas importantes para a manutenção da cena que estava muito mal representada por seus predecessores. O Rock se infantilizou muito a partir da segunda geração do ano 2000 e só agora conseguiu recuperar daquele visgo chato de uma geração careta que vivia em função das ordens de empresários. Tirando as bandas dos anos 90 e dos anos 80, que sobreviveram, e nossa geração, que contou com CPM22 e a Pitty, foram longos anos de choradeira para crianças mimadas."

Foto: Fabiano Santos

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Tico defende Pabllo Vittar após críticas de Falcão

Tico Santa Cruz defende Pabllo Vittar após críticas de Falcão
Fonte: TV e Lazer - Música/ Extra | Em: 21/12/17 11:02 com atualização em 22/12/17 10:26

A crítica do cantor Falcão, o Rei do Brega, a Pabllo Vittar repercutiu na internet. Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas*, fez um texto defendendo que a representatividade de Pabllo, que é drag queen, é o que a faz ser alvo de tantos comentários negativos.

Foto: Montagem por Extra.
“Desculpem a sinceridade e mais uma vez sairei em defesa, sim, da Pabllo Vittar. Ela não incomoda porque supostamente desafina ou 'canta mal', digo isso porque sou músico profissional e conheço vários colegas que cantam mal, desafinam e nem por isso são rechaçados por aí. O incômodo que Pabllo causa é por conta, sim, do fato de ser uma drag bem-sucedida", escreveu o músico.

O post publicado pelo cantor na internet teve mais de 32 mil curtidas e 5 mil compartilhamentos no Facebook. Tico ressaltou que o papel que a cantora assume no meio artístico brasileiro passa a ressignificar a representação de uma performista para grande parte do público.

"As pessoas estavam acostumadas a aplaudir drags fazendo playback no programa do Silvio Santos no passado. Talvez porque fossem apenas figurantes sem voz. Pabllo tem voz, representatividade, carisma, leva milhares aos seus shows. Isso incomoda. Tão pouco essa obsessão por falar mal dela está relacionada com as letras - ouve quem quer. As letras da música pop mundial se traduzidas não trazem grandes poesias e as que fazem muito sucesso nas rádios, idem", escreveu.

Cantor menciona astros gays do pop

Tico Santa Cruz também fez uma comparação com a atitude de ídolos do pop que se assumiram gays, como Cazuza e Renato Russo. O músico diz que críticas feitas na web à letra das músicas da drag queen também não têm fundamento, se forem analisadas outras composições de músicas populares.

"Desde sempre no Brasil existem artistas muito populares com letras que não têm qualquer compromisso para além do entretenimento puro e isso também nunca foi motivo de tanto incômodo. Cada vez fica mais claro que o real problema é ter que suportar uma drag ocupando os espaços importantes da mídia nacional. 'Ah, mas Cazuza, Renato Russo, Freddie Mercury também eram gays e ninguém falava mal'. Primeiro, eram gays, mas não eram drags e, segundo, falavam mal sim! Renato e Freddie demoraram muito tempo para se assumirem gays, apenas Cazuza abriu o verbo de cara".

No fim do texto, Santa Cruz ressalta a importância da representatividade da artista na mídia:

"Reconheçam, incomodados: o problema não é a voz nem a letra, o problema é a representatividade de uma parcela da população que sempre foi perseguida e pelo visto continuará sendo! Infelizmente! Sem mais".

*Anteriormente, o EXTRA havia publicado, erroneamente, que o artista era "ex-vocalista do Detonautas". A banda, no entanto, existe e tem Tico Santa Cruz como intérprete. A correção foi feita nesta terça-feira (22).

quarta-feira, dezembro 20, 2017

Tico tatua serpente na cabeça e fãs o parabenizam: ‘Que coragem!’

Antes disso vamos só lembrar que a tatuagem da serpente foi feita inicialmente em 2011! As notícias da época estão aqui e aqui.

E a tatuagem da Santa Cruz também é de 2011, como vocês podem ver aqui.

TICO SANTA CRUZ TATUA SERPENTE NA CABEÇA E FÃS O PARABENIZAM: ‘QUE CORAGEM!’
Fonte: Famosos - Extra | Em: 19/12/17 17:50 com atualização 19/12/17 18:08

Dono de um sem número de tatuagens pelo corpo, o roqueiro Tico Santa Cruz fez mais uma. Mas não uma tattoo qualquer. O músico desenhou uma serpente na cabeça. Isso mesmo!

“Mais um dia de trabalho com @palmitotattoo praticamente terminamos a serpente no topo do crânio. Próxima sessão será na nuca para fechar então a cabeça toda! Tá animal!”, escreveu ele em seu perfil no Instagram para compartilhar a obra.

Os fãs de Tico parecem ter gostado do resultado, ainda que a tatuagem não esteja toda pronta, e enalteceram a ousadia: “Que coragem!”, “Daqui uns dias o Tico posta foto tatuando os olhos...”, “Deve doer muito, mas tá ficando Show “, “Nossa perfeito,”, “Nossa deve doer na cabeça”.

Tico Santa Cruz e a serpente na cabeça Foto: Reprodução Instagram
Tico Santa Cruz e a serpente na cabeça Foto: Reprodução Instagram

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Tico Santa Cruz: ''meu espírito está procurando por silêncio''

Tico Santa Cruz: ''meu espírito está procurando por silêncio''
Em entrevista ao JC, o líder da carioca Detonautas Roque Clube fala sobre como a nova fase pessoal foi refletida nas canções do recém-lançado álbum, 'VI'
Fonte: JC | Por: Nathália Pereira | Publicado em 08/12/2017, às 08h15

Líder de uma banda formada numa sala de bate-papo virtual, Tico Santa Cruz também fez da internet plataforma para o compartilhamento de suas opiniões, muitas tidas como polêmicas. Aos 40 anos, ele afirma estar num estado pessoal e artístico voltado mais ao diálogo que à discussão. Na entrevista a seguir, ele detalha como essa busca por calmaria se refletiu em seus trabalhos mais recentes.

Foto: Fabiano Santos/ Divulgação
ENTREVISTA: TICO SANTA CRUZ

Jornal do Commercio – O VI é um álbum cheio de baladas românticas, lançado em um ano de euforia em torno das discussões sócio-políticas brasileiras. Você é uma pessoa muito ativa nessas discussões. Por que, então, a opção por um disco tão "calmo"?
Tico Santa Cruz – O estado de espírito que eu fui buscar pra compor me remeteu a essa tranquilidade. Talvez por eu ter participado muito dessa fase tão crítica de discussão, meu espírito esteja procurando uma forma de encontrar silêncio no meio dessa histeria. Quando está todo mundo gritando ao mesmo tempo, ninguém ouve. Talvez eu não conseguisse acessar o coração das pessoas se fosse assim e eu acredito que a música pode trazer as pessoas para um estado que as capacitem ouvir o que está acontecendo ao invés de só estar falando. Precisei observar o que está acontecendo e daí ver que é a hora de pegar as pessoas que estão sofrendo e oferecer um pouco de conforto para suas almas, um abrigo. As músicas de cara já dizem isso, o disco já abre com Nossos Segredos, que tem essa pegada. Quero parar um pouco essa brigalhada toda e conversar. A pluma, na capa, como símbolo de leveza, já transmite isso.

JC – E quais foram as inspirações para essas letras que falam tanto sobre amor? São todas composições recentes?
Tico – São sete canções recentes, uma oitava, de 2009, a Acre Song, e outra de 1997, a Aqui Na Terra, que nunca tinha sido colocada num disco de carreira, apenas numa demo, lá do início. A escolhemos porque são justamente 20 anos completos e porque ela tem tudo a ver com esse clima proposto. Dentre essas outras sete, algumas falam de relação com o outro, amor romântico, amizade, sobre fortalecer o espírito... a com de Leoni (Dias Assim), foi inspirada em Everybody Hurts (de 1992, da norte-americana R.E.M.), que me levantou quando eu precisei. Escrevi, mandei para o Leoni, que musicou e mexeu na letra também. São variáveis tantas. Assim como Brother, que fala dessas pessoas que não entenderam que o mundo mudou, que as todos podem ser e amarem quem quiser. Não estou aqui pra usar o lugar de fala dos outros, mas, quando cabe a mim essa fala, eu prefiro que ela afete mais de forma calma do que com histeria. Fora elas, gravamos também a música do Hyldon.

JC – Porque a escolha de gravar uma versão para Na Sombra de uma Árvore, do Hyldon?
Tico – Hyldon passa a mensagem clássica dos anos 1970 (a música foi lançada em 1975, no álbum Na Rua, na Chuva, na Fazenda), de tolerância, liberdade e amor. Muitos classificaram esse novo disco do Detonautas como neo–hippie e, embora eu não goste de rótulos, gostei de o chamarem assim porque há muita coisa a ver com o que aconteceu na época e com a Na Sombra de Uma Árvore.

JC – Expor suas opiniões, principalmente as relacionadas à política, publicamente afetou a carreira do Detonautas em algum aspecto? Já gerou alguma discordância entre os membros da banda?
Tico – Nunca aconteceu (desentendimento entre os músicos do Detonautas) porque a gente é uma banda muito democrática. Com relação ao externo, eu prefiro acreditar que não estejamos sendo censurados. Prefiro aceitar que a falta de espaço nos grandes veículos, de alcance massivo, seja porque o rock não está em evidência, está passando por um momento não tão popular. Eu estava gravando um vídeo agora há pouco sobre isso justamente porque muita gente vai até as minhas redes sociais reclamar que gosta das minhas músicas, mas não gosta dos meus posicionamentos. E eu me pergunto se isso não é censura também, querer que um artista não compartilhe seus pensamentos.

JC – Como você analisa o rock/pop rock brasileiro hoje?
Tico – Acho que a gente está passando por uma fase de monocultura, apesar da multiplicidade mais do que conhecida da música brasileira. E isso é óbvio, se você ligar o rádio agora vai ouvir que toca um tipo de música apenas porque é isso que as pessoas querem ouvir e é o que dá dinheiro. Mas o rock também tem sua parcela de culpa nesse processo porque se tornou extremamente careta e conservador e isso dificulta o diálogo com a juventude. O rock é elitista, se acha melhor que os outros gêneros, eu também já pensei assim, mas ele não é. Olhando por um âmbito mundial, a situação é semelhante, não existe nada icônico acontecendo. Tem muita gente boa, mas nenhum ícone. Só se venera as mesmas coisas desde os anos 1990. Eu acho que a única saída para o rock é os artistas se juntarem para fazer shows e oxigenar a cena.

JC – Algum gênero ocupou esse protagonismo perdido pelo rock? Em entrevista recente a um portal de notícias você comentou sobre como os garotos hoje querem ser o Jay-Z. Seria, então, o rap o “novo rock” ?
Tico – O rap sempre teve esse papel (questionador) e, além disso, hoje dialoga melhor com a garotada mais nova, até por conta dessas tecnologias e a velocidade de como eles enxergam o mundo. O moleque hoje quer ser muito mais um MC do que um rock star. É um ciclo, eu sei, daqui a pouco vai passar, mas é assim que tem sido. É tudo muito louco e rápido. Dia desses estava pensando no Cone Crew (Diretoria), que eu vi começando, fazendo show na Lapa para 30 pessoas e, hoje, não é mais a principal banda de rap em evidência.

JC – E você escuta rap? Consegue acompanhar os artistas mais novos, apesar da rapidez com que eles tem mostrado os trabalhos?
Tico – Eu acompanho bandas como o Oriente e artistas que fazem um rap mais popular, como o Projota ou o Gabriel, O Pensador, o Rappin’ Hood... minha formação tem rap na história, o MV Bill foi uma figura com quem eu convivi na minha adolescência. Eu não consigo acompanhar tanto essa velocidade. Fizemos um show em Curitiba, há alguns dias, e, no mesmo dia do Detonautas, tocaram O Rappa, o Gabriel (O Pensador), Onze:20, e um tributo a Charlie Brown Jr. No outro dia, foi o lineup inteiro somente de rap e eu conhecia só duas das bandas. Mas a molecada está atenta.

JC – E do rock e pop rock nacional, o que você tem escutado?
Tico – Eu tenho ouvido uma mesma galera há um tempo, a Vivendo do Ócio (BA), Selvagens à Procura de Lei (CE), Maglore (BA), que gosto muito, a Scalene (DF), Anacrônica (PR), a Stellabella (RJ), que é contemporânea ao Detonautas e ainda tá aí, na batalha. Aqui no Rio de Janeiro tem uma cena chamada A Cena Vive. Dela fazem parte duas bandas que a gente está botando para abrir nossos shows agora, na nova turnê, a Drenna e a Folks. É importante dar esse suporte. Mas para essa galera é difícil ter espaço ate no YouTube.

JC – Que análise você faz dessas duas décadas de carreira com o Detonautas? Há algo que gostariam de ter feito mas que ainda estão em busca? Quais os próximos passos?
Tico – Absolutamente tudo o que a gente se propôs a fazer nós fizemos. São seis discos de estúdio, três DVDs, tocamos duas vezes no Rock in Rio, fizemos turnê nos Estados Unidos, uma viagem ao Japão, emplacamos mais de dez hits nas rádios e, sinceramente, me surpreende tantas conquistas com as posições tão fortes que sempre expusemos no meio. A gente sempre se posicionou de maneira firme e, mesmo assim, conseguimos pagar as contas fazendo música e permanecer circulando entre o mainstream e o alternativo, tocando para públicos grandes e menores. Eu tenho muito desejo de levar o DRC para a Europa e também explorar um pouco mais a América Latina que, de modo geral, têm países muito interessantes onde não pudemos tocar ainda. E, claro, queremos circular o Brasil todo, começando já no próximo dia 9/12, no Imperator (Rio de Janeiro), no show de lançamento da turnê do VI.

JC – Além do álbum do Detonautas, você também lançou esse ano o seu primeiro livro infantil, O Elefante e a Borboleta, uma metáfora sobre amor e tolerância. Foi proposital lançá-lo agora, numa espécie de diálogo com a temática do trabalho musical?
Tico – Era um conto que já estava guardado há muito tempo, mais ou menos desde 2009, e que traz uma metáfora muito boa sobre o amor e a liberdade do direito de escolha. Havia uma demanda da minha editora por um livro novo e eu, percebendo meus filhos crescendo, minha filha com nove anos, e o Lucas, com 16, vi que era o momento de lançá-lo, mas não necessariamente ligado ao lançamento do disco. Minha filha adorou, leu, levou para a escola para mostrar aos colegas. E é isso, a mensagem é essa, o amor é um sentimento universal onde não cabe rótulos.

ROMANTISMO COMO SUPORTE PARA DISCURSO POLITIZADO
Três anos após o último álbum de inéditas, o Detonautas Roque Clube aposta na ausência de medo em surpreender. Intitulado VI, o recém-lançado sexto disco de inéditas da banda carioca liderada por Tico Santa Cruz reúne dez canções, sendo nove inéditas e uma regravação (Na Sombra de Uma Árvore, de Hyldon), quase todas cantadas com voz mansa, no estilo baladas reflexivas, interpretadas por um eu-­lírico remanso.

Como autor de quase todas as letras – duas são parcerias, como a com Leoni, em Dias Assim -, a personalidade de Tico se faz presente no conceito que propõe e assina junto a Renato Rocha (guitarra), Phil (guitarra e voz), André Macca (baixo), Fábio Brasil (bateria) e o DJ Cléston. Isso porque em 2017 o Detonautas completa 20 anos de carreira e ele 40 de idade. As duas datas, símbolos de maturidade artística e pessoal, casam perfeitamente com o clamor por pacificidade que canta desde Nossos Segredos. “Chega de brigar / Escute essa canção / Quero te encontrar e conversar”, diz a faixa de abertura.

O todo pode soar romântico, mas uma audição atenta é suficiente para a percepção de recados politizados, em nome do amor universal. Não foi a escolha por sonoridade pouco rasgada, com guitarras bem menos pesadas, que fechou espaço para letras como a de Brother, óbvio pedido por tolerância à todas as formas de amor.

A única a fugir do todo é Acre Song, que fecha o álbum destoando das demais talvez pelo tempo em que foi composta, 2009. Por isso mesmo, remete ao jeito mais moleque e desprendido lá do início, lembrando bastante Sonhos Verdes, hit do Psicodeliamorsexo&distorção (2006). Um suspiro, assim como todo o VI, para os mais saudosos da última geração de pop rock a ter protagonismo na música popular nacional.

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“Hoje quem escuta Nirvana também escuta Pabllo Vittar”, diz Tico Santa Cruz

“Hoje quem escuta Nirvana também escuta Pabllo Vittar”, diz Tico Santa Cruz
Fonte: RD1 | Por: Redação | Em 8 de dezembro de 2017 09:15

Preparando-se para estrear a turnê do disco “VI”, lançado em outubro, Tico Santa Cruz e a trupe do “Detonautas” pedem mais versatilidade do rock. Em entrevista ao jornal “Extra”, Tico disse que o “discurso do rock está careta, conservador e chato”.

“Afasta a juventude, que está vivendo uma outra etapa. Hoje o moleque que escuta Nirvana também escuta Pabllo Vittar. O rock precisa se inserir de alguma forma. Se acha maior que os outros estilos, e, quando você se coloca como superior, essa arrogância acaba afastando as pessoas”, falou.

Sobre o novo disco, ele explicou que tem uma guitarra mais tímida justamente por conta desse processo que o rock atravessa.

“Pensamos em retomar esse diálogo das baladas românticas. Até porque as guitarras não estão conseguindo muito espaço na mídia”, afirmou.

Foto: Fabiano Santos

Detonautas estreia turnê, e Tico Santa Cruz critica: ‘O discurso do rock está chato’

Detonautas estreia turnê, e Tico Santa Cruz critica: ‘O discurso do rock está chato’
Por: Arthur Leal em 08/12/17 | Fonte: Extra - Globo/ TV e lazer/ Música

Foto: Fabiano Santos
O Detonautas Roque Clube estreia amanhã, no Imperator, no Méier, a turnê do disco “VI”, lançado em outubro, que marca os 20 anos da banda. À frente do grupo, Tico Santa Cruz fala sobre o novo álbum, que traz uma guitarra mais tímida, talvez um sinal de como o rock tem precisado se reinventar para seguir tocando por aí.

— Pensamos em retomar esse diálogo das baladas românticas. Até porque as guitarras não estão conseguindo muito espaço na mídia — diz Santa Cruz, acrescentando: — Fizemos um disco mais leve. Por isso escolhemos uma pluma para a capa. Procuramos criar uma atmosfera mais tranquila e melódica.

Sobre o gênero que toca há décadas, o detonauta detona:

— O discurso do rock está careta, conservador e chato! Afasta a juventude, que está vivendo uma outra etapa. Hoje o moleque que escuta Nirvana também escuta Pabllo Vittar. O rock precisa se inserir de alguma forma. Se acha maior que os outros estilos, e, quando você se coloca como superior, essa arrogância acaba afastando as pessoas. É preciso olhar para os outros gêneros com mais respeito e tentar entender por que eles funcionam.

Paralelamente à banda, Santa Cruz faz sua estreia na literatura infantil. Ele acaba de lançar “O elefante e a borboleta”, especialmente para a criançada:

— É um livro especial. Sempre li muitos livros infantis para meus dois filhos (Lucas e Bárbara). Então, agora, é a oportunidade de oferecer, tanto para eles quanto para outras crianças, uma literatura leve, uma mensagem bonita de amor que não vê as diferenças.

O roqueiro, de 40 anos, que já escreveu livros de poesia, romance policial e contos eróticos, prefere esperar para decidir se continua no gênero infantil:

— Foi ótimo escrever esse livro. Vamos ver como se desenvolve, aí pensarei em outros.

segunda-feira, novembro 27, 2017

Em clima de leveza

Em clima de leveza
Por: Vinícius Castelli em 27/11/2017 | 07:00  | Fonte: Diário do Grande ABC

Quem está esperando por um disco pesado e agressivo do Detonautas, que neste ano celebra duas décadas de estrada, está enganado. A banda não foi pelo caminho óbvio, ainda mais quando o País vive em polvorosa seus tempos políticos, e apresenta em VI (R$ 24,90, em média), seu novo álbum e sexto da carreira, dez canções reflexivas, bem arranjadas, com clima leve e distantes da fúria.

“Nós optamos por subverter essa lógica (de um disco nervoso) e buscamos um estado de espírito que pudesse nos conduzir para universo musical mais afetuoso, harmônico, para dar um contrapeso a todo esse massacre de notícias ruins as quais estamos sendo bombardeados todos os dias”, diz o cantor e compositor Tico Santa Cruz ao Diário.

O disco, resultado de seis intensos meses de trabalho e feito de forma independente, começa com a balada ao piano Nossos Segredos, que pede paz, carinho e espaço para troca de experiências. Dá a sensação de sentimento de alguém que cansou de brigar. Segundo Tico, em momentos de histeria coletiva ninguém ouve ninguém. “As pessoas estão muito nervosas, irritadas, agressivas e indignadas, com razão. Mas não podemos nos levar por esses sentimentos puramente sem considerar que para sairmos do caos é preciso também respirar e encontrar formas mais eficientes de dialogar que não apenas essas discussões inúteis de redes sociais, que por sinal, viraram antros de gente com discursos de ódio e intolerância! Não vamos embarcar nisso! Nossa proposta é lutar sim, mas com sabedoria e ternura”, diz.

Fato é que VI é boa surpresa e sim, sai da zona de conforto do Detonautas, apesar de a banda já ter trabalhado sonoridades mais brandas em 2007, com Retorno de Saturno e também com o acústico de 2010. Prova da mudança no cancioneiro é o bolero Você Vai Lembrar de Mim. Impossível não querer arrastar os pés para lá e para cá. Outro destaque é Aqui na Terra, ilustrada por coro infantil. O álbum mistura gerações e conta com parceria e participação de Leoni em Dias Assim e de Hyldon em Na sombra de Uma Árvore.

Tico conta que os temas simplesmente surgiram. “Nasceram no violão, são canções, com letras que falam de saudade, de amor, de existencialismo”, diz. Mas assuntos como política e sociedade não ficam de fora e estão representados em Brother, que serve como alerta para manipulação. “A arte não serve apenas ao entretenimento. A ela cabe também o questionamento, o enfrentamento, a reflexão e até o desconforto! Sem isso não é arte é apenas consumo comercial”, diz Tico.

Foto: Fabiano Santos

terça-feira, novembro 14, 2017

“Está faltando amor na vida das pessoas”, diz Tico Santa Cruz

Foto: Rafael Kent
“Está faltando amor na vida das pessoas”, diz Tico Santa Cruz
Fonte: O Popular | Por: Bruno Félix | 10/11/2017 19:00

Em 2017, a banda Detonautas completou 20 anos. Como você analisa a sonoridade atual da
banda?
Somos uma banda de resistência. Enquanto vários grupos estão acabando, nós estamos com um disco novo que vem com uma leitura mais leve do ponto de vista instrumental e harmônico. As letras também fazem um contraponto ao discurso de intolerância e de ódio que estamos observando, com uma mensagem mais afetiva e menos reativa em relação ao que está acontecendo. A música que tem sobre política no disco, chamada de Brother, é uma faixa que aborda essa necessidade do diálogo das pessoas abrirem a escuta e não se trancarem em abordagens que são totalmente rasas. De certa forma, o novo álbum da banda vem trazer um pouco de afeto no coração das pessoas para ver se a gente quebra esse ciclo de raiva.

Considera o álbum VI o mais maduro da carreira da banda?
É um álbum leve, que foi produzido por nós mesmos ao longo dos últimos 8 meses. Um trabalho que determinou muita disciplina e dedicação de todos. Contamos com participações de artistas importantes como o Leoni na faixa Dias Assim, Regis Leal em Nossos Segredos e Fabrício Iorio em Você Vai Lembrar De Mim e Na Sombra de uma Árvore, música de Hyldon que regravamos. A gente vai amadurecendo depois de 20 anos. Eu ia me sentir bastante frustrado se estivesse repetindo formas e conceitos ao longo do tempo, me sentiria um artista engessado, o que não é a proposta do Detonautas. Nossa proposta é buscar sempre novos horizontes e estamos conseguindo.

Além da música, você atua no campo da literatura. Na carreira, lançou um livro de contos e poesias eróticas, um romance policial, uma obra de crônicas e um trabalho infantil. Como você
consegue conciliar o tempo?
É possível. Com a tecnologia ficou tudo mais fácil. A presença física nem sempre é tão necessária como era antigamente. Inclusive, uma coisa é complementar a outra. Sempre gostei de ler e de escrever, então as duas formas estão dentro da minha mente como uma coisa única. Além disso, escrever canções passa pelo processo da literatura, da poesia, da utilização das palavras para manifestar sensações, percepções, motivações, propósitos para a vida.

Como surgiu o interesse em escrever o livro infantil O Elefante e a Borboleta?
É uma maneira que encontrei de colaborar com esse processo de leitura das crianças. A ideia é oferecer para o público infantil uma visão de amor sem se ligar nas diferenças, do amor livre, real, fraterno, de um amor com uma abordagem mais voltada para o respeito e pelo carinho com o outro. Tenho dois filhos, uma menina de 9 anos e um rapaz de 16, e os dois sempre tiveram o hábito de leitura. 

Em um momento que se discute calorosamente sobre gênero, o livro conta a história de romance de um elefante com uma borboleta. Você levanta uma bandeira contra o preconceito?
O amor não enxerga e não releva as diferenças. A abordagem de gênero não é a proposta do livro, mas o amor inserido nesse contexto acaba passando por essa questão do modo de olhar para as pessoas do jeito que elas são e de aceitar isso sem necessariamente impor uma fórmula ou uma maneira de poder amar alguém. Infelizmente as pessoas têm mais facilidade de demonstrar o ódio e o preconceito do que de estimular e respeitar o amor.

A mensagem principal do livro é que o amor não é impossível?
O amor não é impossível. O meu livro é bem claro e leve e fala da vontade de alguém estar do lado de outra e essa representatividade vai na metáfora da obra porque a borboleta pode voar para qualquer lugar e o elefante está preso, mas a borboleta sempre volta a ele porque ela o ama. Ela poderia estar em qualquer lugar, mas escolhe estar do lado dele, que não tem opção. A mensagem que quero passar é que o amor transcende qualquer barreira e de que ele tem que ser respeitado e entendido como manifestação nobre, digna e importante para o ser humano. Acho que está faltando amor na vida das pessoas. A gente precisa amar mais do que se apegar exatamente aos padrões e determinações que, no fundo, foram criadas para dividir as pessoas e a nossa ideia é unir.

Você faz parte de um movimento da classe artística que defende diretas já. Como você analisa o
governo Temer?
É um governo que não tem nenhum vínculo em fazer um País sério, limpo e todas aquelas bandeiras que foram levantadas em relação à corrupção. É tudo uma mentira. Cada um dos políticos está ali defendendo o que é seu e todos foram comprados de alguma maneira, seja por emendas parlamentares ou em troca de interesses nítidos. Isso mostra que o teatro todo que vem desde a primeira manifestação em relação ao impeachment não passa de uma farsa só para manter os mesmos no poder, principalmente o Temer, que usa a Presidência como habeas corpus para se livrar das denúncias.

Uma pesquisa apontou que quatro em cada dez brasileiros são favoráveis a uma intervenção militar para resolver a crise política. O que você acha disso?
Não são pessoas ignorantes. Isso é fruto do medo e do desespero. Quando as pessoas estão histéricas elas perdem a razão. Elas estão querendo uma resolução rápida como se houvesse uma forma de salvar um País tão complexo como o Brasil. Acho que qualquer pessoa que tem o mínimo de conhecimento do que já foi uma ditadura seja onde for não pode ser favorável a uma intervenção militar. A ditadura foi bastante rigorosa em termos de censura e manifestação e foi corrupta. A gente tem condição de mudar o País por meio do respeito à democracia e não na força.

Você também faz parte da campanha em favor da liberdade de expressão. O episódio que lidera todas as polêmicas é a exposição Queermuseu, cancelada em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. O que você pensa sobre essa onda de censura?
É um momento que deve ser debatido com muita cautela sem ser transformado em um ambiente de ódio, como acontece nas redes sociais. O que a gente sabe é que o histórico do brasileiro infelizmente o distancia do teatro, do museu e das manifestações artísticas. O negócio é que existem questões importantes sendo discutidas no Congresso e é criada uma cortina de fumaça usando pautas morais para poder desestabilizar a população ainda mais para tirar o foco do que realmente é importante. A gente tem que tomar muito cuidado sobre que tipo de discurso estamos comprando porque existe uma
desonestidade intelectual por trás do discurso de boicote e ele está voltado exatamente em uma pauta que faz com que o brasileiro com uma visão mais conservadora embarque em uma ideia falsa de que pode sair por aí falando de arte como se tivesse algum conhecimento real dos temas que foram abordados, como pedofilia e zoofilia. Isso tudo é uma maneira de tirar a atenção das pessoas do que é
sério. Não é dentro de um museu que acontece pedofilia, mas dentro da casa das pessoas. Estão banalizando um tema muito sério.

O momento atual da política brasileira tem sido um prato cheio na hora de compor as músicas para o Detonautas? 
Estamos vivendo uma fase muito intensa e esse momento efetivamente dentro do olho do furacão. A gente pode sim compor canções relacionadas a isso, mas a parte que é o rebote dessa história começa a surgir depois que você passa a entender dentro de você qual é o seu papel e de que forma você está analisando tudo isso. Então, não existe uma regra para a inspiração, mas ela vem permeando todo esse universo que estamos vivendo e alguma coisa vai desaguar nessas obras sejam literárias, musicais ou poéticas. De alguma forma isso vai ser canalizado para a arte.

terça-feira, outubro 31, 2017

Detonautas libera novo álbum “VI” nas plataformas de streaming

Detonautas libera novo álbum “VI” nas plataformas de streaming
Por: Stephanie Hora | Fonte: Nação da Música - 27/10/2017

Nesta sexta-feira (27), o Detonautas liberou o sucessor de “A Saga Continua”, lançado em 2014, nas plataformas de streaming.

Intitulado “VI”, este contêm 10 faixas, inclusive as já divulgadas “Nossos Segredos”, “Dias Assim”, em parceria com Leoni, e as músicas “Nada Vai Me Derrubar” e “Canção do Amigo”.

Em entrevista concedida à Nação da Música, Tico Santa Cruz comentou sobre a possível “morte” do rock: “E a meu ver, o rock ainda vem se tornando um estilo cada vez mais conservador, elitista e com uma visão bem ultrapassada das demais manifestações que estão presentes na cultura brasileira ou que o joga num gueto ainda menor. Morrer não morre nunca, mas está respirando por aparelhos! O que não quer dizer que não possa se levantar a qualquer momento, se situar e voltar a dialogar com a massa de jovens sedentos por novidades.”

“VI” pode ser ouvido no Spotify, Deezer, Apple Music e Google Play.