sábado, dezembro 11, 2010

Resposta ao blog 'Isso da Medo'

No dia 15 de novembro de 2010, em minhas buscas pela rede por notícias da banda e do Tico em especifico encontrei um vídeo falando sobre as tatuagens do Tico. O post está aqui, só clicar.

Convidei as pessoas a deixarem suas opiniões sobre o vídeo e fui atendida, é o post do blog com mais comentários e maior número de retweets, além desse post ter sido o responsável pelo crescimento de acessos diários do blog.

Pois bem, os autores do vídeo em questão deixam um comentário no blog e fizeram uma nova postagem no blog deles falando sobre isso, segue abaixo o que eles deixaram no comentário aqui no blog:

Nosso direito de resposta.
1ºnós em momento algum falamos mal do Senhor Tico Santa Cruz.
2º não apoiamos jogadores do Reality Show: A Fazenda.
3ºos textos presentes no vídeo foram retirados da Internet.
4º em momento algum tentamos denegrir a imagem do Senhor Tico Santa Cruz.
5ºJudas foi um dos 12apóstolos de Jesus Cristo, que, de acordo com os Evangelhos. veio a ser o traidor que entregou Jesus Cristo aos seus capturadores por 30 moedas de prata.
6ºo vídeo não fala mal das tatuagens e sim traz o significado das mesmas, procurem no google.
7ºnos não julgamos o Senhor Tico em momento algum.
8ºsim nos do blog Isso da Medo, temos o que fazer somos sérios e exigimos respeito ridículo è uma forma de julgar sem conhecimento algum.
9ºnós do blog não somos evangélicos e nem alienados.
10ºagradecemos a todos que viram o vídeo e entenderam de fato obrigado.

O comentário está ipsis literis sem nenhuma edição. Na postagem do blog Isso da Medo, eles mostram que pegaram o que foi postado no vídeo de textos da internet, mas não dão as fonte desses textos. O post deles está aqui, só clicar aqui.

Pois bem, aqui estou para mostrar que os símbolos não tem significados ruins, mas claro que um busca no Google, como foi sugerida pelos autores do blog, pode ser feita de forma correta ou incorreta, com o objetivo correto ou não. As versões apresentadas por vocês foram encontradas por mim em sites relacionados à religião - principalmente evangélicos - e sobre ocultismo. Nada contra a religião, mas isso me faz acreditar que é uma escolha dos autores do blog, divulgarem a mensagem da religião.

Estrela náutica:

A história da estrela náutica tem fortes ligações com a Estrela Polar, ou melhor, dizendo a Estrela no Norte, pois se parece com a estrela estacionaria que paira no céu deste universo e é de fundamental referencia aos navegantes, nos quadros náuticos, a posição da Norte ou Zero Graus em uma bússola é marcado com uma estrela de cinco pontas.

A estrela náutica remonta ao tempo dos grandes navegadores. Sem grande tecnologia de ponta que lhes fosse útil como guia pelos mares, os marinheiros aprenderam a orientar-se pelas estrelas.

Dependentemente do hemisfério navegado, as estrelas para orientação eram diferentes, no entanto o objetivo era sempre o mesmo... Chegar a porto seguro. Marinheiros começaram a tatuar estrelas náuticas como forma de se "protegerem" e de obterem proteção e segurança de que regressariam a casa... Sãos e salvos. Hoje as pessoas têm estrelas como tatuagens por razões semelhantes, você pode invocá-las quando está perdido na vida, elas são uma luz na escuridão.

Na Irlanda, a estrela náutica é um símbolo de boa saúde, é um velho símbolo pagão e pode ser encontrado nos hospitais.

Já em desenhos as tatuagens da estrela marítima retratam uma forma diferente, em sua maioria são expressões relacionadas a viagens e seus perigos, é uma forma que tem o seu significado mais expressivo no sentido ser um patuá (na linguagem tupiniquim), algo que nos traga sorte para novos caminhos na vida e que nos guiem em nosso retorno.

A estrela náutica tem um significado especial na comunidade homossexual. Alguns têm a estrela tatuada em seu pulso como um sinal de sua disposição. A estrela náutica também é popular como símbolo no punk rock.

A estrela é uma milha, os pontos são divididos ao meio e preenchidos com alternância de cor (geralmente preto, vermelho ou preto-branco) criando uma ilusão 3D.

Fonte:
http://www.cristianotattoostudio.com/Significado_estrelas.php
http://hornetoholic.blogspot.com/2008/07/estrela-nutica-significado-e-tinta.html
http://tatuagem.com.br/tattoo/significados-das-tatuagens/37-estrela-nica.html

Olho de Hórus:
É um antigo símbolo egípcio. Representa o olho divino do deus Hórus, as energias solar e lunar, e freqüentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também o poder clarividente do Terceiro Olho. Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas. Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Set.

Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.

O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria.

O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.

O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.

Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde

Um dos símbolos religiosos mais conhecidos do Antigo Egito é um desenho de um olho humano enfeitado com alguns traços longos e uma sobrancelha: o olho de Hórus. Esse olho é tão importante na crença egípcia quanto o terço e o crucifixo são na religião católica. Além de desenhado prodigamente em papiros e paredes de túmulos, era também esculpido na forma de amuletos que acompanhavam a múmia.

O olho de Hórus possui quatro partes que, se compreendidas, ajudam a entender o seu significado.

A parte principal do olho, isto é as pálpebras, a íris e a sobrancelha, formam essencialmente um olho humano. O desenho comprido, vertical, abaixo do olho, às vezes é descrito como uma lágrima e outras vezes não é explicado. Trata-se, na verdade, de uma estilização do desenho comum na pelagem de alguns animais de casco da África, especialmente da gazela, admirada pelos egípcios e retratada em quadros, esculturas e móveis. O fio comprido que desce inclinado para trás do olho e termina numa espiral é a estilização do mesmo desenho existente no olho de certos tipos de falcão. Nas penas abaixo do olho de algumas desses aves há um risco preto que se volta para trás. O outro fio comprido que sai do canto do olho e se prolonga para trás paralelamente à sobrancelha é uma imitação do mesmo desenho existente nos olhos de gatos de pêlos rajados.

Esses quatro seres: o humano, o gato, o falcão e a gazela, estão representados no olho de Hórus. Mas por que os egípcios fariam tal conjunção de símbolos? O que significa todos esses seres reunidos num desenho? 
Os seres representados no olho de Hórus são nada menos que os quatro seres que formam a esfinge: a cabeça humana, o corpo bovino, as patas de felino e as asas de águia. Considerando que os antílopes, gazelas, gnus, búfalos e outros animais de casco são parentes próximos dos bois; e que águias, gaviões e falcões são nomes regionais populares para um mesmo grupo de aves (as falconiformes), é fácil deduzir que a esfinge e o olho de Hórus têm suas raízes nos mesmos animais.

A esfinge, tal como o olho, simboliza quatro fases que a pessoa deve vencer para atingir um estado de “iluminação”, isto é, de sabedoria e equilíbrio, busca sempre cultuada pelas religiões orientais. Assim, o olho de Hórus, mais do que as palavras e frases que o acompanham, representa a lucidez espiritual da pessoa a quem ele se refere, que superou as quatro fases. Essa pessoa adquiriu a capacidade de perceber a realidade em seu significado espiritual, que só a maturidade da alma que atravessou as quatro fases permite, não alcançada ou menosprezada pelo senso comum.

O Olho de Hórus é confundido com o Olho da Providência.

Olho da Providência
Olho que Tudo Vê é um símbolo exibindo um olho cercado por raios de luz ou em glória, normalmente dentro de um triângulo. Costuma ser interpretado como a representação do olho de Deus observando a humanidade.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Olho_de_Hórus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Olho_da_Providência
http://forgetthefear.blogspot.com/2010/07/o-olho-de-horus.html

Anarquia:

Anarquia ao contrário do que muitos pensam, não é sinônimo de desordem. Essa idéia se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas. No dicionário, anárquico significa: desordenado, caótico. Mas na verdade, anarquia nas ruas é: Auto-organização, autogestão, ação direta, liberdade, coerência, anti-racismo, igualdade entre sexos, anti-consumismo, anti-capitalismo e antifascismo. O anarquismo se opõe a todo tipo de hierarquia, opressão e governo. Por isso propõe uma sociedade horizontal, onde todos tenham deveres e direitos iguais. ''O país unido vive sem partido!''

O que querem os Anarquistas? - Lázaro Curvêlo Chaves

Em primeiro lugar, deve-se desprezar concepções errôneas segundo as quais "anarquia" seria sinônimo de "bagunça". Anarquia é ausência de governo e mesmo de atividade parlamentar; que os agentes políticos devem atuar diretamente em busca de manter e ampliar todas as formas de participação nos aspectos decisórios da sociedade em que vivem. Ação Direta, aliás, é o nome que adotam várias organizações anarquistas pelo mundo afora.

Diz-nos Malatesta em seus "Escritos Revolucionários" que "Se quiséssemos substituir um governo por outro, isto é, impor nossa vontade aos outros, bastaria, para isso, adquirir a força material indispensável para abater os opressores e colocarmo-nos em seu lugar * Mas, ao contrário, queremos a Anarquia, isto é, uma sociedade fundada sobre o livre e voluntário acordo, na qual ninguém possa impor sua vontade a outrem, onde todos possam fazer como bem entenderem e concorrer voluntariamente para o bem-estar geral. Seu triunfo só poderá ser definitivo quando universalmente os homens não mais quiserem ser comandados ou comandar outras pessoas e tiverem compreendido as vantagens da solidariedade para saber organizar um sistema social no qual não mais haverá qualquer marca de violência ou coação".

A atividade do anarquista, do socialista utópico (em sua sublime acepção de conquista da Esperança possível) não é violenta nem repentina, mas gradual, pedagógica, passo a passo.

"Não se trata de chegar à anarquia hoje, amanhã ou em dez séculos, mas caminhar seguramente rumo à anarquia hoje, amanhã e sempre. A anarquia é a abolição do roubo e da opressão do homem pelo homem, quer dizer, abolição da propriedade privada dos meios materiais e espirituais de produção e do governo formal; a anarquia é a destruição da miséria, da superstição e do ódio entre as pessoas. Portanto, cada golpe desferido nas instituições da propriedade privada dos meios de produção e do governo é um passo rumo à anarquia. Cada mentira desvelada, cada parcela de atividade humana subtraída ao controle da autoridade, cada esforço tendendo a elevar a consciência popular e a aumentar o espírito de solidariedade e de iniciativa, assim com a igualar as condições é um passo a mais rumo à anarquia."

Os surrealistas, que há anos estão unidos aos anarquistas afirmam ainda que cada vez que um casal se une e sua união não é uma fancaria, mas a autêntica expressão do verdadeiro amor entre duas pessoas que se completam plenamente, ocorre mais um abalo no que chamam de "gigantesca caserna" em que se tornou a sociedade industrial. "O ocidente é um acidente!" denuncia Roger Garaudy em "Apelo aos Vivos" com a autoridade de quem sempre esteve nos pontos mais avançados de defesa política e filosófica do que promove o humano no mundo.

Seguindo com Malatesta: "Não podemos, de pronto, destruir o governo existente, talvez não possamos amanhã impedir que sobre as ruínas do atual governo um outro surja: mas isto não nos impede hoje, assim como não nos impedirá amanhã, de combater não importa que governo, recusando-nos a submetermos à lei sempre que isto seja contrário aos nossos imperativos de consciência. Toda a vez que a autoridade é enfraquecida, toda a vez que uma grande parcela de liberdade é conquistada e não mendigada, é um progresso rumo à anarquia. Da mesma forma, também é um progresso toda a vez que consideramos o governo como um inimigo com o qual nunca se deve fazer trégua, depois de nos termos convencido que a diminuição dos males por ele engendrados só é possível pela redução de suas atribuições e de sua força, não pelo aumento no número de governantes ou pelo fato de serem eles eleitos pelos governados. E por governo entendemos todo o indivíduo ou grupo de indivíduos, no Estado, Conselhos etc. que tenha o direito de fazer impor leis injustas sobre quem com elas não concorda".

Contundente e radical, repita-se, Malatesta e toda a tradição anarquista que lhe segue proporá a chegada a um governo auto-gestionário, do qual todos possam participar livremente. Um sistema auto-gestionário que possibilite participar livre e alegremente de todo o processo decisório e de execução do que terá sido decidido coletivamente, para que se chegue ao maior aperfeiçoamento social promotor do humano no mundo. Toda a vitória, por menor que seja, dos trabalhadores sobre as classes patronais, todo o esforço contra a exploração do homem pelo homem, toda a parcela de riqueza subtraída aos proprietários e posta à disposição daqueles que a geraram, toda a união amorosa plena entre duas pessoas que se amam intensa e sinceramente, tudo o que se fizer para melhorar as condições existenciais da maioria enfim, será mais um progresso, mais um passo rumo à anarquia, "este sonho de justiça e de amor entre os homens..."

Fonte:
http://www.culturabrasil.org/anarquia.htm
http://sajehistoria.blogspot.com/2010/06/anarquismo-anarquia-ao-contrario-do-que.html

Ankh:

O Ankh é um símbolo que significa, entre outros, a imortalidade. É encontrado nas gravuras e hieróglifos a partir da 5ª Dinastia egípcia, principalmente nos Templos de Luxor, Medinet Habu, Hatshepsut, Karnak e Edfu. Além de obeliscos, túmulos e murais.

No túmulo de Amenhotep II, vemos o Ankh sendo entregue ao faraó por Osíris, concedendo a ele o dom da imortalidade, ou o controle sobre os ciclos vitais da natureza, ou seja, o início e fim da vida. Em algumas situações, é encontrado próximo a boca das figuras dos deuses, neste caso significa um Sopro de Vida. Na tumba de Tutankhamon, foi encontrado um porta-espelho na forma de Ankh, já que a palavra egípcia para espelho também é Ankh. Sua presença também é marcante em objetos cotidianos, como colheres, espelhos e cetros utilizados pelo povo do Egito.

No Ocidente, o Ankh é conhecido como Cruz Egípcia ou Cruz Ansata. Esta segunda denominação tem origem na palavra latina Ansa, que significa Asa. Além destas, o encontramos como Chave do Nilo (ou da vida), Cruz da Vida ou simplesmente Cruz Ankh.

Porém, a maioria dos conceitos ocidentais não é correto, pois os egípcios da Antigüidade desconheciam a fechadura. Portanto, não seria possível associá-lo a uma chave.

Anatomia

A forma do Ankh assemelha-se a uma cruz, com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. Em algumas representações primitivas, possui suas extremidades superiores e inferiores bipartidas.

A alça oval que compõe o Ankh, sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia. A linha vertical que desce exatamente do centro do laço, é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos.

Cultura e Simbolismo

Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história o Ankh foi adotado por diversas culturas. Manteve sua popularidade, mesmo após a cristianização do povo egípcio a partir do século III. Os egípcios convertidos ficaram conhecidos como Cristãos Cópticos, e o Ankh (por sua semelhança a cruz utilizada pelos cristãos) manteve-se como um de seus principais símbolos, chamado de Cruz Cóptica.

No final do século XIX, o Ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam; além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protetor de quem o carrega. O Ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representando a união entre o reino do céu e a terra. Em outras situações, está associado aos Vampiros, em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade. Ainda encontra-se como uma alusão ao nascente-poente do Sol, simbolizando novamente, o ciclo vital da natureza.

O Ankh se popularizou no Brasil no início dos anos 70, quando Raul Seixas e Paulo Coelho (entre outros) criaram a Sociedade Alternativa. O selo desta sociedade, possuía um Ankh adaptado com dois degraus na haste inferior, simbolizando os Degraus da Iniciação, ou a chave que abre todas as portas. Numa outra interpretação, representa o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir.

Na cultura pop, ele foi associado pela primeira vez ao vampirismo e a subcultura gótica através do filme The Hunger - Fome de Viver (1983), em que David Bowie e Catarine Deneuve protagonizam vampiros em busca de sangue. Há uma cena em que a dupla, usando Ankhs egípcios, está à espreita de suas presas numa casa noturna ao som de Bela Lugosi is Dead, do Bauhaus. Assim, elementos como a figura do vampiro, o Ankh e a banda Bauhaus, podem atuar num mesmo contexto; neste caso, a subcultura gótica. Possivelmente através deste filme, o Ankh foi inserido na subcultura gótica e pelos adeptos da cultura obscura, de uma forma geral.

Desse modo, vemos que o Ankh não sofreu grandes variações em seu significado e emprego primitivo, embora tenha sido associado há várias culturas diferentes. Mesmo assim, lhe foi atribuído um caráter negativista por aqueles que desconhecem sua origem e significados reais; associando este símbolo, erroneamente, a grupos e seitas satânicas ou de magia negra.


Fonte:
http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/ankh.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ankh

Mão chifrada:
O Sinal do Caminho da Mão Esquerda começou como um amuleto, ou gesto de mão que nasceu e foi muito popular em Nápoles, na Itália sob o nome Mano Cornuto, que quer dizer literalmente Mão Chifrada. Surgiu como um símbolo de proteção mágica de modo muito semelhante à figa, mas feita com os dedos mínimo e indicador para cima, e os demais fechados. Mais especificamente, este sinal era usado para combater o mau–olhado, e afastar todo tipo de ameaças à vida, seja afastando doenças, protegendo bebês, retornando o leite dos animais, a riqueza da colheita e a fertilidade para os casais. Neste aspecto é idêntica ao antigo Tarjani Mudra usado no oriente.

A referência mais óbvia deste sinal é a da representação de um animal chifrado. Assim até hoje quem o faz invoca a representação de uma forte ligação com o a natureza e o lado animal do ser humano. Ademais, chifres são um dos mais primais símbolos do poder natural de ataque e defesa e uma maneira inconfundível de demonstrar força e agressividade. Não é surpresa que entre os povos do neolítico as divindades eram constantemente representadas com chifres para demonstrar claramente seu poder. Alguns arqueólogos teorizam que a sacralidade de alguns animais chifrados deve-se a sua coincidente semelhança à genitália feminina incluindo a vagina, o útero, os tubos falopianos e os ovários. Entende-se então que a Mão Chifrada é um símbolo da geração carnal e de celebração da vida. Seja ou não este o caso, mano cornuto é ainda um popular gesto usado pelos homens italianos como superstição para combater a impotência.

Como muitos outros símbolos este sinal passou por uma transformação ao viver a Idade das Trevas e o domínio da Igreja. Da mesma forma que os deuses da fertilidade se tornaram demônios, Mano Cornuto se tornou o símbolo de Satã. Os dois dedos para cima representavam os próprios chifres do diabo, os três dedos para baixo representavam a trindade negada. Com os perigos da repressão a Mano Cornuto entrou em desuso, mas continuou a ser perpetuada no meio ocultista onde seu significado original não se perdeu.

Modernamente o uso deste símbolo renasceu por volta dos anos 70 quando o cantor Ronnie James Dio popularizou suas apresentações saudando o público com a Mão Chifrada, sendo posteriormente imitado por inúmeras bandas de peso. Isso, é claro, não tirou a sombra do diabo deste gesto, muito pelo contrário, serviu para reforçar ainda mais sua natureza satânica não somente trazendo de volta o antigo significado de força e poder, mas também unindo a ele agora toda a rebeldia, alegria e festividade do rock ’n roll.

No Satanismo, todos estes significados se unem, e a mão chifrada passa a ser uma forma de saudação e de reconhecimento entre irmãos e irmãs em Satã, sendo usada também em praticamente todos os rituais satânicos.  A força dos chifres, o contato com a natureza, a fertilidade, o lado animal, a geração carnal, a rebeldia, a alegria, enfim, tudo aquilo que o diabo representa para nós é invocado quando o Símbolo do Caminho da Mão Esquerda é feito com as nossas mãos.

Na capa do álbum “Yellow Submarine” (1969), a mão direita do desenho de John Lennon faz o sinal acima da cabeça de Paul McCartney. Para muitos fãs, essa é uma das muitas pistas de que “Paul está morto”. Entretanto, é provável que o cartunista desenhou de forma errada o sinal de “Eu te amo” ou usou uma perspectiva que faz parecer que o polegar está dobrado (o que diferencia o sinal de amor dos cifres). No encarte do mesmo álbum Lennon aparecer fazendo o sinal de "Eu te amo".

Um artigo de 31 de março de 1985 da revista Circus, assinado por Ben Liemer, afirma que Gene Simmons, do KISS, foi influenciado por Blackie Lawless, do W.A.S.P., em 1977 após assistir a um show da banda Sister em Los Angeles. Blackie havia encontrado uma saudação de mão conhecida como "corna" em um livro sobre ocultismo e começou a usá-la em suas apresentações ao vivo.

Gene Simmons aparece fazendo o sinal com sua mão esquerda na capa do álbum "Love Gun", lançado pelo Kiss em 1977, mas, na verdade, está fazendo o sinal que, na linguagem norte-americana de sinais, significa amor. Simmons depois declarou, principalmente na parte "Satan's Top 40" do filme “Little Nicky”, que ele toca seu baixo com a palheta em seus dois dedos do meio de forma que, quando ele levanta sua mão, ele automaticamente faz os chifres.

Frank Zappa pode ser visto fazendo o gesto no filme “Baby Snakes”, de 1977.

Muito antes, uma banda de rock psicodélico-ocultista de Chicago, Coven, liderada pela cantora Jinx Dawson, lançou em 1969 o álbum "Witchcraft Destroys Minds and Reaps Souls", pela Mercury Records, e que mostrava no verso da capa os membros da banda Coven fazendo o “sinal do demônio” corretamente e incluía ainda um pôster de uma missa negra mostrando os membros em um ritual fazendo o sinal. Desde 1968, os shows do Coven sempre começavam e acabavam com Jinx fazendo o “sinal do demônio” no palco. O que é interessante é que o Coven fazia turnês com grupos como os Yardbirds, de Jimmy Page, o então “glam rocker” Alice Cooper e Vanilla Fudge, que contava com Carmine Appice, irmão mais velho de Vinnie Appice, da banda Dio. Curiosamente, a banda também gravou uma música chamada “Black Sabbath” em seu álbum de 1969 e um dos membros da banda chamava-se Oz Osborne, e não Ozzy Osbourne, que já fazia fama com o Black Sabbath. Os chifres ficaram famosos em shows de metal logo após a primeira turnê do Black Sabbath com Dio.

A opinião de quem popularizou o símbolo

Ronnie James Dio ficou conhecido por popularizar o sinal dos chifres no heavy metal. Sua avó italiana costumava usá-lo para afastar o mau-olhado (que é conhecido como "malocchio" ou "moloch", termo que Dio usa para o gesto). Dio começou a usar o gesto após entrar para o Black Sabbath (em 1979). O vocalista anterior, Ozzy Osbourne, era bastante conhecido por usar o sinal de “paz” nos shows, levantando o dedo indicador e o médio em forma de “V”. Dio, tentando se identificar com os fãs, também quis usar um gesto de mão. Entretanto, como não queria copiar Osbourne, ele escolheu usar o sinal que sua avó sempre fazia.

De uma entrevista com Ronnie James Dio para o site Metal-Rules.com:

Metal-Rules.com – "Eu gostaria de perguntar a você sobre algo que as pessoas já te perguntaram mas que, sem dúvida, continuarão a comentar, que é o sinal criado levantando-se o indicador e o dedo mínimo. Alguns chamam de “mão do demônio” ou “olho do mal”. Gostaria de saber se você foi o primeiro a introduzir isso no mundo do metal e o que esse símbolo representa para você.
R. J. Dio – “Duvido muito que eu tenha sido o primeiro a fazer isso. É como dizer que eu inventei a roda. Tenho certeza de que alguém já tinha feito isso antes. Acho que você deveria dizer que eu o popularizei. Eu o usei tanto e tantas vezes que se tornou minha marca registrada, até que os fãs da Britney Spears quiseram fazer também... Então acho que com isso acabou perdendo o seu significado. Mas foi... eu estava no Sabbath nessa época. Era um símbolo que eu achava que refletia aquilo que a banda deveria representar. Mas NÃO é o símbolo do demônio como se estivéssemos aqui com ele. É um símbolo italiano que aprendi com minha avó e que se chamava "Malocchio". Serve para afastar o mau-olhado ou para fazer o mau-olhado, dependendo de como você o faz. Trata-se apenas de um símbolo mas tem encantos mágicos e atitudes e acho que funcionou bem com o Sabbath. Então fiquei bastante conhecido por isso e depois todos começaram a fazer a mesma coisa. Mas eu nunca diria que eu tenho crédito por ter sido o primeiro a fazer isso. Mas eu o usei tanto que acabou se tornando um tipo de símbolo do rock and roll”.

Algo a ser usado apenas em situações específicas?

Qualquer que tenha sido a sua origem na cena heavy metal, os fãs de metal adotaram o gesto como um símbolo vago de misticismo, ou simplesmente “o modo de ser do metal”, e em pouco tempo tornou-se tão comum em shows como o “headbanging”. Mas o gesto tem se espalhado além do metal para todas as formas de rock e agora está sendo usado em quase tudo. No rock, o gesto é interpretado como algo positivo, tipo "Rock on" (N: algo como “o rock sempre”). Ele é usado simplesmente para comunicar para a banda no palco (quase sempre uma banda de heavy metal) que você está gostando do show e da música.

Sacudir os chifres é um gesto sério e os “metal heads” mais radicais insistem que ele somente pode ser usado em situações apropriadas, ou para uma banda apropriada. Em geral, muitos na comunidade “metal head” acham que o gesto está sendo banalizado e comercializado. Além disso, muitos “metal heads” alegam que, como o gesto se originou no heavy metal, usá-lo no rock ou em qualquer outro gênero de música é inapropriado. Há até mesmo um grupo popular no site Facebook chamado "Do Not Use the Horns Unless You are Metal" (N: “Não use os chifres a menos que você seja fã de metal”) que afirma que (fora dos eventos esportivos dos Texas Longhorns, da Universidade do Texas) "Se sua cabeça não estiver chacoalhando, não use os chifres!”.

Fonte:
http://whiplash.net/materias/curiosidades/081578-dio.html
http://www.mortesubita.org/satanismo/livros-satanicos/a-biblia-satanica/mao-chifrada

E agora? Não me daria a um trabalho desse tamanho para mentir sobre significados  de símbolos e depois de tudo me deparo com o símbolo do Illuminati no blog em questão. Para mim fica claro o objetivo de vocês! Desculpem mas vocês não 'ofenderam' o Tico, vocês distorceram o real significado de símbolos históricos.

Mas eu fico feliz, porque esse post fez com que, mais uma vez eu aprendesse mais sobre outras culturas. E antes que falem mais vou deixar o significado de mais duas tatuagens do Tico:
- SARAVÁ: assim como axé, selam conversas e têm conotação positiva. Saravá também pode significar "salve" ou "viva", por influência africana no idioma português do Brasil.
- OXALÁ: expressão muito usada, em determinada frase com otimismo ou esperança, na verdade é uma referencia a deus, resumindo é um sinônimo em relação a se dirigir a deus, e tem a ver com (Alá) nome atribuído a deus pelos muçulmanos, e está correto da mesma forma que javé ou jeová pra quem é cristão em geral ; a diferença foi a origem da língua atribuída a deus, mais não existe diferença entre javé, jeová, e alá, ambos se refere a deus. Exemplo: oxalá se acabasse a corrupção de nosso país.

Sem mais,
Tally Lima

E obrigada a você que leu esse post inteiro.